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Início de construção de moradias nos EUA acelera a máxima em 13 anos

Mike Blake
Imagem: Mike Blake

17/01/2020 10h44

WASHINGTON (Reuters) - A construção de moradias nos Estados Unidos saltou para uma máxima de 13 anos em dezembro com um aumento generalizado da atividade, sugerindo que a recuperação do mercado imobiliário está de volta aos trilhos em meio a baixas taxas de hipoteca, podendo ajudar a apoiar a maior expansão econômica norte-americana já registrada.

O início de novas construções saltou 16,9%, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 1,608 milhão de unidades no mês passado, o nível mais alto desde dezembro de 2006. O ganho percentual foi o maior desde outubro de 2016. A atividade no mês passado provavelmente foi impulsionada pelo clima anormalmente ameno.

Apesar do aumento em dezembro, o início de contruções permaneceu abaixo dos níveis observados no pico da bolha do mercado imobiliário entre 2005 e o início de 2006.

Os dados de novembro foram revisados para cima para mostrar alta da construção de novas moradias para um ritmo de 1,375 milhões de unidades, em vez de 1,365 milhões de unidades, conforme relatado anteriormente.

Economistas consultados pela Reuters previam que o número de moradias aumentaria para um ritmo de 1,375 milhões de unidades em dezembro.

O número de contruções de novas moradias subiu 40,8% em dezembro. Estima-se que houve o início da construção de 1,290 milhões de unidades habitacionais em 2019, um aumento de 3,2% em relação a 2018.

As licenças de construção caíram 3,9%, para uma taxa de 1,416 milhão de unidades em dezembro, depois de atingir seu nível mais alto em mais de 12 anos e meio em novembro.

O mercado imobiliário norte-americano está recuperando impulso depois que o Federal Reserve cortou a taxa de juros três vezes no ano passado, reduzindo as taxas de hipoteca das máximas em vários anos tocadas no ano passado. A taxa de hipoteca fixa de 30 anos caiu para uma média de 3,65%, ante pico de 4,94% em novembro de 2018, segundo dados da agência de financiamento hipotecário Freddie Mac.

Em dado separado divulgado nesta sexta-feira, a produção manufatureira dos Estados Unidos subiu inesperadamente em dezembro, com a queda na produção de veículos sendo superada por aumentos na produção de outros bens duráveis, alimentos e bebidas e outros produtos.

O Federal Reserve disse nesta sexta-feira que a produção manufatureira subiu 0,2% no mês passado, após um aumento revisado para baixo de 1,0% em novembro. A produção industrial geral caiu 0,3% em dezembro, após um aumento revisado para baixo de 0,8% em novembro.

A queda na produção industrial geral foi impulsionada por um declínio de 5,6% entre os serviços ao público, pois a demanda por aquecimento caiu durante um dezembro anormalmente quente.

Economistas consultados pela Reuters previam que a produção industrial geral e a produção manufatureira cairiam 0,2% em dezembro. Em uma base anualizada, a produção nas fábricas recuou 1,3% de dezembro de 2018 a dezembro de 2019.

A medida do Fed do setor industrial compreende manufatura, mineração e serviços de eletricidade e gás.

Houve queda de 4,6% na produção de veículos e peças em dezembro. A produção industrial de alimentos, bebidas e produtos de tabaco aumentou 1,3%, os produtos de minerais não metálicos subiram 2,3%, a produção de metais primários teve alta de 1,3% e os produtos de informática e eletrônicos avançaram 1,4%.

O setor manufatureiro, que representa cerca de 11% da economia dos EUA, foi enfraquecido por uma guerra comercial de 18 meses entre os Estados Unidos e a China. Os dois países assinaram um acordo comercial preliminar na quarta-feira.

(Por Lucia Mutikani)

Economia