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Presidente da Azul diz que empresa pode abrir mão de pacote do BNDES

De acordo com John Rodgerson, o pacote de socorro do BNDES ao setor aéreo já não é tão vital - DOUMENJOU Alexandre - MasterFilms
De acordo com John Rodgerson, o pacote de socorro do BNDES ao setor aéreo já não é tão vital Imagem: DOUMENJOU Alexandre - MasterFilms

Aluisio Alves

Da Reuters, em São Paulo

28/08/2020 16h57

A companhia aérea Azul pode abrir mão do pacote de socorro que está sendo desenhado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), disse o presidente-executivo da companhia aérea, John Rodgerson.

"Nosso conselho de administração se reúne na semana que vem para decidir se a companhia vai aderir", disse o executivo em entrevista à Reuters.

De acordo com Rodgerson, passados mais de cinco meses do agravamento da covid-19 no país, o pacote de socorro do BNDES ao setor aéreo, um dos mais duramente atingidos pela crise econômica decorrente da pandemia, já não é tão vital.

"No final, a demora para o pacote foi até útil, porque conseguimos renegociar 98% das nossas dívidas, não teremos nenhum vencimento importante até o segundo semestre de 2021 e estamos nos tornando uma empresa muito mais eficiente", disse Rodgerson. "Se eu tivesse certeza de que as coisas vão continuar evoluindo como agora, não precisaríamos do pacote."

Para o presidente da Azul, a companhia avalia que pode eventualmente conseguir condições melhores numa linha de crédito prudencial, para ser usada em caso de necessidade, em melhores condições do que as ofertadas pelo BNDES.

Pelas informações correntes no mercado, o BNDES ainda define detalhes do pacote, que estenderia a Azul, Gol e ao braço no Brasil da Latam R$ 2 bilhões cada. O empréstimo seria por 5 anos, com taxa equivalente a CDI+4%, por meio de um instrumento financeiro híbrido que permitira ao banco converter parte do valor em ações das empresas.