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Inflação do aluguel desacelera em outubro, mas acumula 20,93% em 12 meses

IGP-M é usado como base para reajuste de contratos de aluguel - iStock
IGP-M é usado como base para reajuste de contratos de aluguel Imagem: iStock

29/10/2020 08h34

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 3,23% em outubro depois de subir 4,34% em setembro, com o arrefecimento da alta no atacado compensando a maior pressão para o consumidor.

Com o resultado, o IGP-M acumula inflação de 18,10% em 2020 e de 20,93% nos 12 meses encerrados em outubro. Nesta base, é a maior taxa desde setembro de 2003, quando o índice somava alta de 21,42%.

O dado divulgado hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV) ficou ligeiramente acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 3,10% no mês. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, passou a subir 4,15% em outubro, depois de avançar 5,92% no mês anterior.

Esse resultado foi influenciado principalmente pelo minério de ferro, cujos preços passaram a cair 0,71% após alta de 10,81% antes. Com isso a alta das Matérias-Primas Brutas arrefeceu de 10,23% para 5,55%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% sobre o índice geral, acelerou por sua vez a alta no mês a 0,77%, de 0,64% em setembro.

A principal contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação, que subiu 3,10% em outubro de 1,73% no mês anterior, com destaque para a alta de 34,21% da passagem aérea, de 23,74%.

O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, subiu 1,69% em outubro, abaixo da alta de 1,15% no mês anterior.

(Por Camila Moreira
Edição de Eduardo Simões)