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Black Friday

CORREÇÃO-Covid-19 reforça ecommerce em Black Friday no Brasil

Fachada de loja das Casas Bahia - Por Paula Arend Laier
Fachada de loja das Casas Bahia Imagem: Por Paula Arend Laier

Por Paula Arend Laier

30/11/2020 09h41

(Corrige faturamento no 10º parágrafo de bilhões para milhões de reais)

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas online foram, como esperado, o destaque no evento promocional Black Friday no Brasil neste ano, em meio a números ainda elevados de casos de Covid-19 no país, em movimento alinhado à performance em outros mercados no exterior.

A Via Varejo divulgou mais cedo nesta segunda-feira que atingiu 3 bilhões de reais em vendas (GMV), superando os 2,2 bilhões de reais de período equivalente em 2019 e assim registrando novo recorde para a empresa.

A companhia destacou que segmentou o evento promocional entre 22 e 28 de novembro, a fim de evitar o risco de aglomerações nas lojas físicas diante da pandemia do Covid-19.

As vendas online da Via Varejo no período cresceram 99% ano a ano, com participação de 62,4% das vendas totais, acrescentou a companhia, citando dados preliminares e não auditados.

O Magazine Luiza, por sua vez, antecipou ofertas ao longo de novembro também para evitar aglomerações e disse que atingiu no mês alta de vendas no ecommerce "de triplo dígito médio - acima de 100% para fins de esclarecimento".

Nas lojas físicas, a companhia afirmou que o crescimento no conceito mesmas lojas em novembro se manteve no mesmo patamar dos meses anteriores, sendo mais forte nas primeiras semanas e relativamente estável na véspera e no dia da Black Friday.

Porém, no sábado, a Cielo reportou que o faturamento nominal das vendas no varejo mostrou retração de 14,5% na sexta-feira da Black Friday, em relação a período equivalente do ano anterior.

Conforme o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), que monitora 1,5 milhão de varejistas credenciados à empresa de meios de pagamentos, houve declínio de 25,5% no varejo físico, enquanto o comércio eletrônico apurou alta de 21,2%.

Levantamento realizado pela Neotrust/Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em ecommerce, mostrou que o faturamento apenas em 26 e 27 de novembro somou 5,1 bilhões de reais, alta de 31% ante o mesmo período do ano passado.

Já para a Nuvemshop, focada em pequenas e médias empresas que vendem online, a principal data para o comércio eletrônico movimentou 20,4 milhões de reais no Brasil entre 27 e 29 de novembro, 105% acima do registrado na Black Friday do ano passado.

Na visão da equipe do BTG Pactual, o desempenho da Black Friday deve trazer volatilidade aos nomes listados no curto prazo, uma vez que o setor tem apresentando um desempenho superior consistente durante este ano.

Por volta de 11:45, Magazine Luiza ON tinha queda de 0,2%, enquanto Via Varejo ON perdia 2% e B2W ON cedia 2,6%. No mesmo horário, o Ibovespa mostrava oscilação negativa de 0,06%.

No exterior, as últimas estimativas da indústria apontavam que a "Cyber Monday" está na direção de um recorde de até 12,7 bilhões de dólares em vendas online nos Estados Unidos, superando os números da Black Friday.

"Estamos vendo um forte crescimento à medida que os consumidores continuam mudando as compras do offline para o online neste ano", disse o diretor da Adobe Digital Insights, Taylor Schreiner. A Black Friday gerou cerca de 9 bilhões de dólares em vendas online nos EUA, de acordo com a Adobe.

No Brasil, a Cyber Monday também mostra elevação nas vendas na comparação anual, segundo a Nuvemshop, que apurou cerca de 4 milhões de reais faturados apenas nesta segunda-feira até às 11h30 no país, 71% acima do registrado no mesmo período de 2019. O volume de pedidos mostrava alta de 91%, para próximo de 70 mil, mas o valor médio de cada compra tinha queda de 8%, para 203 reais.

(Por Paula Arend Laier)

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