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Economia dos EUA perde vagas de trabalho em dezembro e taxa de desemprego fica em 6,7%

08/01/2021 10h50

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - A economia dos Estados Unidos fechou vagas de trabalho pela primeira vez em oito meses em dezembro, à medida que o país fica sob pressão de infecções avassaladoras por Covid-19, sugerindo uma perda significativa de impulso que poderia temporariamente paralisar a recuperação diante da pandemia.

A economia norte-americana fechou 140 mil vagas no mês passado, disse o Departamento do Trabalho dos EUA nesta sexta-feira. Os dados de novembro foram revisados para mostrar 336 mil empregos criados, em vez dos 245 mil relatados anteriormente.

Esse foi o primeiro fechamento de postos de trabalho desde abril. A economia recuperou pouco mais da metade dos 22,2 milhões de empregos perdidos em março e abril.

A taxa de desemprego ficou em 6,7 % em dezembro.

Apesar da fraqueza do mercado de trabalho, é improvável que a economia volte à recessão, depois que um apoio adicional de quase 900 bilhões de dólares em alívio pela pandemia foi aprovado pelo governo dos EUA na semana passada.

Mais estímulos fiscais são esperados agora que os democratas ganharam o controle do Senado norte-americano, impulsionando as perspectivas para a agenda legislativa do presidente eleito Joe Biden. O Congresso certificou formalmente na quinta-feira a vitória eleitoral de Biden, horas depois de centenas de apoiadores do presidente Donald Trump invadirem o Capitólio dos Estados Unidos.

Também há otimismo de que o lançamento de vacinas contra o coronavírus será melhor coordenado sob a administração de Biden. Os casos de Covid-19 nos Estados Unidos saltaram para mais de 21 milhões, com o número de mortos ultrapassando 356 mil desde que o vírus apareceu pela primeira vez na China no final de 2019, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA.

Ainda assim, o relatório de emprego se juntou a uma série de outros dados fracos sobre a confiança e gastos do consumidor para ressaltar o impacto brutal do vírus na economia, que mergulhou em recessão em fevereiro.

"A economia estará pendendo para o lado fraco nos próximos meses, mas, com apoio fiscal e vacinas, a economia deve começar a acelerar no verão (no Hemisfério Norte)", disse Mark Zandi, economista-chefe da Moody's Analytics em West Chester, Pensilvânia.

A economia dos EUA deve ter avançado a uma taxa anualizada de cerca de 5% no quarto trimestre de 2020, com a maior parte do salto do Produto Interno Bruto vindo do investimento em estoque. O PIB cresceu a um ritmo histórico de 33,4% no terceiro trimestre, depois de encolher a uma taxa de 31,4% no período de abril a junho, maior tombo desde que o governo começou a manter registros, em 1947.