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Dívida pública federal sobe 0,85% em março, diz Tesouro

O Tesouro informou que sua reserva de liquidez fechou o mês a 1,119 trilhão de reais, ante 933,2 bilhões de reais em fevereiro - iStock
O Tesouro informou que sua reserva de liquidez fechou o mês a 1,119 trilhão de reais, ante 933,2 bilhões de reais em fevereiro Imagem: iStock

Gabriel Ponte

28/04/2021 15h11

BRASÍLIA (Reuters) - A dívida pública federal do Brasil cresceu 0,85% em março sobre fevereiro, a 5,242 trilhões de reais, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira.

No mês, a dívida pública mobiliária interna teve avanço de 0,74%, a 4,987 trilhões de reais, enquanto a dívida externa aumentou 3,04%, a 255,5 bilhões de reais.

Em relatório, o Tesouro informou que sua reserva de liquidez fechou o mês a 1,119 trilhão de reais, ante 933,2 bilhões de reais em fevereiro.

"O Tesouro realizou emissões, em março, acima da média dos últimos 12 meses, contribuindo para suprir a necessidade de financiamento do governo federal e para manter o caixa acima do limite prudencial", informou em nota, ressaltando que o mês de março foi negativo, de forma ampla, diante da deterioração na percepção de risco de emergentes.

O Tesouro também pontuou que o atual nível do seu colchão de liquidez é suficiente para fazer frente a mais de sete meses à frente de vencimentos, destacando que os meses de abril e maio deste ano concentram vencimentos estimados em 435 bilhões de reais.

Em relação à composição, os títulos que variam com a Selic, representados pelas LFTs, recuaram a 33,78% da dívida total em março, ante 34,82% no mês passado, deixando de ter o maior peso na dívida pública federal.

Já os títulos prefixados, que dão mais previsibilidade à gestão da dívida, avançaram a 34,67% da dívida, ante 34,36% em fevereiro, passando a ter maior peso na composição da dívida.

Os papéis indexados à inflação avançaram a 26,38% da dívida, ante 25,78% no mês passado.

Em relação aos detentores, a participação dos investidores estrangeiros na dívida mobiliária interna aumentou ligeiramente, a 9,54% em março, ante 9,43% em fevereiro.