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Em plataforma, frete subiu 1,58% em agosto, mas alta do diesel chegou a 37%

Preço médio do frete no Brasil em agosto foi de R$ 0,98 por km por eixo, segundo a FreteBras - Fom Conradi/iShoot/Estadão Conteúdo
Preço médio do frete no Brasil em agosto foi de R$ 0,98 por km por eixo, segundo a FreteBras Imagem: Fom Conradi/iShoot/Estadão Conteúdo

Nayara Figueiredo

Em São Paulo

14/10/2021 13h18Atualizada em 14/10/2021 13h20

O valor do frete para transportes rodoviários de cargas no Brasil teve um aumento de 1,58% em agosto ante o mesmo mês do ano passado, enquanto o preço do diesel subiu 37,25% na mesma comparação, mostraram dados publicados pela FreteBras hoje.

Segundo o índice de preços da plataforma de transporte de cargas, que atua no segmento de relações entre transportadoras e caminhoneiros, o preço médio do frete no Brasil em agosto foi de R$ 0,98 por km por eixo.

A região Norte apresentou o km por eixo mais alto em agosto (R$ 1,04), seguida por Nordeste (R$ 0,99) e Centro-Oeste (R$ 0,98). Os valores de fretes mais baixos foram registrados no Sul e no Sudeste, ambos com R$ 0,97.

O maior aumento no preço do frete entre agosto deste ano e o mesmo mês de 2020 foi no Sul do país (2,07%). Neste período, a maior demanda por caminhoneiros para o escoamento da produção de grãos na região gerou um impacto ligeiramente positivo no preço do frete.

Já a principal queda no período foi registrada no Norte (-4,84%).

"Em agosto, tivemos em nossa plataforma 43% mais caminhoneiros disponíveis do que fretes na região Norte e isso fez com que o mercado pagasse mais barato para realizar os transportes", disse em nota o diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad.

Na comparação com julho, a maior alta do preço do frete foi registrada no Centro-Oeste, de 1,95%.

"Isso aconteceu muito em função da crise hídrica que acarretou a paralisação da hidrovia Tietê-Paraná e também o declínio das estimativas da produção nos Estados da região", afirmou o diretor.

"Assim, para o transporte de grãos do percurso Centro-Oeste até Sudeste, os produtores tiveram que usar como alternativa o modal rodoviário, que é dois terços mais caro que o hidroviário", acrescentou.

A região Nordeste, por sua vez, registrou a maior queda na comparação mensal, já que entre julho e agosto o valor do transporte rodoviário por quilômetro rodado ficou 3,27% mais baixo.

Houve um aumento de quase 6% de veículos registrados na plataforma na região, ajudando a puxar para baixo o valor do frete, explicou a FreteBras.

Na análise setorial, o índice da FreteBras constatou que os fretes do setor do agronegócio foram os mais altos registrados em agosto, sendo fixados em R$ 1,02 por km rodado por eixo.

Em segundo lugar, os fretes de produtos industrializados chegaram ao valor médio de R$ 0,97. A terceira posição é ocupada pelos fretes de insumos para construção, que ficaram em R$ 0,96.

O levantamento, acrescentou a companhia, tem como base o fluxo de dados de sua plataforma, que conta com mais de 580 mil caminhoneiros cadastrados e 14 mil empresas assinantes.

Foram analisados também os preços de combustíveis publicados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

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