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BC deve revisar para baixo sua projeção de PIB para 2022, diz Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto - Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

19/11/2021 13h10Atualizada em 19/11/2021 17h13

BRASÍLIA 19 Nov (Reuters) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira que a autoridade monetária deverá revisar para baixo sua projeção para a atividade econômica em 2022, após divulgar em setembro que esperava crescimento de 2,1%.

Em palestra no Meeting News, organizado pelo Grupo Parlatório, ele afirmou que o aumento da inflação mais recente no Brasil está mais espalhado, ressaltando que houve impacto forte nos preços pela elevação dos alimentos num primeiro momento e, depois, pelo choque de energia elétrica e combustíveis.

O presidente do BC reconheceu que a expectativa de inflação para 2022 está "saindo um pouco da meta", com aceleração recente desse movimento, mas frisou que o BC tem atuado elevando as taxas de juros.

É preciso ter transparência, diz Campos Neto

Para Roberto Campos Neto, o Brasil precisa continuar avançando nas reformas e precisa ter transparência quanto ao arcabouço fiscal que vai utilizar daqui para frente.

Durante a palestra no Meeting News, organizado pelo Grupo Parlatório, ele avaliou que os dados fiscais do governo têm mostrado melhora "importante", mas ressaltou que o mercado olha para frente. Segundo Campos Neto, também há inquietude em relação ao novo pacote de ajuda aos mais vulneráveis e a seu financiamento.

"Estamos saindo da pandemia ainda com algum dinheiro sendo colocado em circulação", disse ele. "Pergunta que fica é quais são as reformas que vão ser feitas para fazer com que a gente mude de patamar", complementou.

Segundo Campos Neto, o questionamento não é sobre o que foi feito no passado, mas sobre o que país consegue fazer para ter crescimento estrutural mais alto.

"Se eu tiver uma taxa de juros de 12%-13% com crescimento de 1%, temos claramente trajetória explosiva (da dívida)", disse.

(Por Marcela Ayres; Edição de José de Castro)

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