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GPA vende até 17 lojas para fundo ligado ao GIC; Assaí alugará pontos

O Assaí espera abrir cerca de 50 novas lojas em 2022 - Divulgação
O Assaí espera abrir cerca de 50 novas lojas em 2022 Imagem: Divulgação

Gabriel Araujo

Da Reuters

25/02/2022 12h25Atualizada em 25/02/2022 12h37

O GPA anunciou nesta sexta-feira um acordo para a alienação de até 17 imóveis próprios da empresa para o fundo imobiliário Barzel Properties por cerca de 1,2 bilhão de reais.

Segundo comunicado ao mercado, os imóveis serão posteriormente alugados pela cadeia de atacarejo Assaí por um prazo de 25 anos, renováveis por mais 15 anos. O fechamento da transação ainda requer aprovação das autoridades concorrenciais.

Tanto o GPA quanto o Assaí são controlados pelo grupo francês Casino, enquanto a Barzel Properties é uma joint venture formada pelo fundo soberano de Cingapura (GIC), e investidores locais liderados pelo ex-executivo da Cyrela Nessim Sarfati.

O negócio ocorre à medida que o GPA busca converter lojas de hipermercados da bandeira Extra Hiper em unidades de atacarejo que serão operadas pelo Assaí.

Em outubro do ano passado, em linha com esse plano, o GPA divulgou um acordo de 5,2 bilhões de reais para a venda de 71 lojas ao Assaí.

De acordo com o comunicado desta sexta-feira, a maior parte das lojas envolvidas na transação já foram cedidas ao Assaí, com expectativas de que os pontos remanescentes sejam transferidos até o final do primeiro trimestre deste ano.

O Assaí espera abrir cerca de 50 novas lojas em 2022, sendo 10 orgânicas — com previsão de abertura no primeiro semestre — e 40 conversões para o formato atacarejo, com inaugurações esperadas para o segundo semestre.

As demais lojas convertidas deverão ser inauguradas até o final do primeiro trimestre de 2023, disse o Assaí, reiterando que tem como objetivo atingir 100 bilhões de reais em faturamento e mais de 300 lojas em operação em 2024.

O GPA, por sua vez, afirmou que inicia o ano com "estrutura mais enxuta, foco nas bandeiras de maior rentabilidade e performance e aceleração da plataforma digital", mencionando também a conversão de seus hipermercados em lojas Pão de Açúcar e Mercado Extra.

(Por Gabriel Araujo; edição de André Romani)