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Dexco tem lucro recorrente menor no 1º tri, mantém planos de expansão

27/04/2022 20h09

SÃO PAULO (Reuters) - A fabricante de painéis de madeira e louças e metais sanitários Dexco teve lucro líquido recorrente de cerca de 200 milhões de reais no primeiro trimestre, queda de 10,8% sobre igual período de 2021, segundo balanço divulgado na noite desta quarta-feria.

A companhia, dona de marcas como Deca, Duratex, Hydra e Ceusa e controlada pela Itaúsa, afirmou que a queda do lucro ocorreu com aumento do resultado financeiro negativo, que somou cerca de 110 milhões de reais no trimestre ante aproximadamente 20 milhões negativos no mesmo período de 2021.

Mas em meio à onda inflacionária das commodities, a Dexco sofreu um incremento de 26% no custo dos produtos vendidos no período, atingindo 1,28 bilhão de reais, explicado "principalmente pela forte pressão de custos de seus principais insumos, em especial ureia e gás natural", afirmou a empresa no balanço.

A receita líquida subiu 20,5%, para 2,13 bilhões de reais, apesar dos volumes expedidos pelas linhas Deca, revestimentos e painéis, ter caído. O destaque foi em Deca, que teve baixa de 25,8% no volume.

A companhia apurou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente e ajustado de 503,7 milhões de reais no primeiro trimestre, alta de 1,6% sobre o desempenho de um ano antes. A margem, porém, recuou de 28% para 23,6%.

No balanço, a empresa afirmou que "segue com expectativa positiva para 2022" e atenta à necessidade de "eventuais ajustes de preços quando necessários".

A companhia também afirmou que "segue firme com a execução de seus planos de expansão, incluindo o início das operações da nova unidade de Celulose Solúvel da LD Celulose".

No trimestre, a Dexco aumentou exportações, o que obrigou a empresa a elevar estoques. O movimento, junto com inflação de matérias-primas, impactou o fluxo de caixa, que ficou negativo em 54,5 milhões de reais.

A companhia afirmou que houve um "pontual aumento no prazo médio de pagamento" e que apesar do movimento de incremento dos inventários, os estoques "seguem em patamares inferiores à média histórica da operação".