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Bolsonaro diz que lucro da Petrobras é 'estupro' e apela que não aumente o combustível para não quebrar país

Maria Carolina Marcello

05/05/2022 20h55Atualizada em 06/05/2022 08h40

O presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quinta-feira à Petrobras para que reduza sua margem de lucro, que considerou "absurdo" e "um estupro", e fez um apelo veemente para que não haja novos aumentos nos preços, sob o risco de o Brasil quebrar.

Ao lembrar da greve dos caminhoneiros que parou o país em 2018, no governo de Michel Temer, Bolsonaro alertou que pode haver uma "convulsão" caso haja novo aumento no preço do diesel.

"A gente apela para a Petrobras, não reajustem o preço dos combustíveis. Vocês estão tendo um lucro absurdo", disse o presidente na tradicional transmissão ao vivo por redes sociais.

"Ela (a empresa) deve ter a função social. Petrobras, estamos em guerra. Petrobras, não aumente mais o preço dos combustíveis. O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo", afirmou, enfatizando que não interfere na empresa.

"Se continuar tendo lucro dessa forma, aumentando o preço do combustível, vai quebrar o país... se tiver mais um aumento de combustível, pode quebrar o Brasil. E o pessoal da Petrobras não entende ou não quer entender, ou só estão de olho no lucro."

O presidente lembrou ainda da situação de crise econômica, a guerra na Ucrânia, que afeta o preço do barril, e os impostos cobrados sobre os combustíveis como outros fatores para as altas de preço.

Ao mesmo tempo que Bolsonaro fazia seus apelos para a Petrobras, a estatal divulgava um lucro líquido de 44,56 bilhões de reais no primeiro trimestre do ano. Em um comunicado, o presidente-executivo da estatal, José Mauro Coelho, afirmou que os resultados da petroleira geram "retorno importante para o acionista, em especial a sociedade brasileira, representada pela União".