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Antecipando recessão nos EUA, Elon Musk detalha cortes de funcionários da Tesla

Elon Musk durante cerimônia de abertura de fábrica da Tesla em Gruenheide, na Alemanha  - Patrick Pleul/Pool via Reuters
Elon Musk durante cerimônia de abertura de fábrica da Tesla em Gruenheide, na Alemanha Imagem: Patrick Pleul/Pool via Reuters

Andrew Mills e Yousef Saba e Hyunjoo Jin*

21/06/2022 10h52Atualizada em 21/06/2022 11h18

Elon Musk, presidente-executivo da Tesla, disse que um corte de 10% dos trabalhadores assalariados da fabricante de carros elétricos acontecerá em três meses, enquanto avalia ser mais provável ocorrer uma recessão nos Estados Unidos do que não acontecer.

Falando no Fórum Econômico do Catar, organizado pela Bloomberg, Musk disse que os cortes se aplicariam apenas aos funcionários assalariados, o que significaria uma redução de 3,5% no número total de mão de obra, mudanças que ele descreveu como "não supermateriais".

Mas ele expressou preocupação sobre a perspectiva de uma recessão nos Estados Unidos. "Não é uma certeza, mas parece mais provável do que não", disse.

A perspectiva de Musk ecoa comentários de executivos, incluindo o presidente-executivo do JPMorgan Chase & Co, Jamie Dimon, e o presidente do Goldman Sachs, John Waldron. Um "furacão está logo ali na estrada vindo em nossa direção", disse Dimon no início deste mês.

Em um e-mail em 2 de junho, visto pela Reuters, Musk disse aos executivos da Tesla que tinha um "sentimento super ruim" sobre a economia e que a empresa precisava cortar funcionários em cerca de 10% e "pausar todas as contratações em todo o mundo".

Ele disse nesta terça-feira que a Tesla espera aumentar o número de trabalhadores pagos por hora em vez de salários fixos. Acrescentou que continuava apoiando moeda digital e pretendia dar suporte pessoalmente ao dogecoin.

Twitter

Elon Musk também falou sobre sua tentativa de comprar o Twitter, que a revista Forbes informou no início deste mês que ele concordou em comprar por US$ 44 bilhões. Musk disse que havia questões não resolvidas, incluindo a parte da dívida do acordo e o número de usuários de spam. "Ainda estamos aguardando uma resolução sobre esse assunto, e esse é um assunto muito relevante", disse ele, reiterando dúvidas sobre as alegações do Twitter de que contas falsas ou de spam representavam menos de 5% de seus usuários ativos diários monetizáveis.

Musk disse que gostaria de ter 80% da América do Norte e metade do mundo no Twitter. "Minha aspiração para o Twitter é ser o mais inclusivo possível", disse ele.

*Reportagem adicional de Nadine Awadalla