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Carrefour Brasil espera finalizar conversões de lojas BIG antes do esperado

14/02/2023 12h11

Por Andre Romani

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente-executivo do Carrefour Brasil, Stéphane Maquaire, afirmou nesta terça-feira que a companhia espera poder concluir conversões de lojas do grupo adquirido BIG no terceiro trimestre, antes do esperado.

A companhia, que tem no Atacadão um de seus principais ativos, concluiu a aquisição do BIG no ano passado e na época a meta era finalizar no início de 2024 a conversão de mais de 120 lojas adquiridas da rede em outras bandeiras do grupo.

"Esperamos poder ter finalizado tudo isso durante o terceiro trimestre deste ano, antes do que pensávamos no início", disse Maquaire a analistas.

O Carrefour Brasil divulgou na noite de segunda-feira queda de 28,2% no lucro líquido ajustado do quarto trimestre frente a um ano antes, pressionado em parte por custos das conversões de lojas adquiridas do BIG.

As ações do Carrefour Brasil exibiam alta de 3,7% às 12h03, enquanto o Ibovespa tinha oscilação positiva de 0,2%. Analistas do BTG Pactual liderados por Luiz Guanaisescreveram que os resultados operacionais vieram resilientes e superaram suas estimativas, em avaliação que exclui os números do BIG.

Maquaire afirmou que o Carrefour Brasil prepara ações comerciais "muito fortes" para o setor de atacarejo no primeiro semestre, segmento em que compete mais intensamente com o rival Assaí. Ele não detalhou quais seriam essas medidas.

O diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, David Murciano, reiterou discurso de que não há preocupação sobre o apetite dos bancos para refinanciamento de dívida, após ser questionado sobre os recentes acontecimentos no setor de varejo, em especial a recuperação judicial da Americanas.

O executivo já havia abordado o assunto em conversa com jornalistas na véspera, quando disse que o ambiente está "um pouco mais complicado", mas que o Carrefour vem tendo "conversas boas" com as instituições financeiras.

O Carrefour Brasil viu sua dívida e alavancagem subirem com a aquisição do BIG e elevação da taxa de juros no país. Segundo os executivos, a receita principal para combater esse fatores é o aumento da geração de caixa, enquanto também serão executados projetos paralelos. Entre eles, está o plano, divulgado no fim de 2022, de consolidar seus ativos imobiliários em uma holding, que teria uma participação vendida a um novo sócio.

"A ideia é fazer tudo em 2023, esse é o objetivo", disse Murciano, depois de questionado quando esse projeto deve sair do papel.