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Presidentes de grandes bancos dos EUA dizem que pessimismo com economia está diminuindo

14/02/2023 12h37

Por Saeed Azhar e Lananh Nguyen

(Reuters) - A confiança de empresas e famílias em relação à economia melhorou, apesar da elevada incerteza e das projeções de recessão, disseram os presidentes do Goldman Sachs e Bank of America nesta terça-feira.

David Solomon, presidente-executivo do Goldman Sachs, disse que a confiança entre os líderes empresariais melhorou. Já Brian Moynihan, que lidera o Bank of America, citou a resiliência das finanças e dos gastos do consumidor como sinais positivos. No entanto, os dois executivos mencionaram riscos para a economia, incluindo a inflação, e indicaram que manterão conservadorismo em contratações neste ano para conter custos.

"Embora ainda seja muito, muito incerto, o consenso mudou para um pouco mais 'dovish' na comunidade de CEOs, de que podemos navegar por isso nos Estados Unidos, com uma aterrissagem econômica mais suave do que as pessoas esperavam seis meses atrás", disse Solomon a investidores em conferência no Estado norte-americano da Flórida.

Em evento separado, o presidente do Bank of America reiterou o que vem dizendo há meses - que os gastos do consumidor continuam robustos e sustentam a economia.

"Os consumidores continuam muito sólidos", disse Moynihan a investidores em Nova York, destacando uma disponibilidade de crédito "forte" e aumento da atividade de gastos em janeiro.

Mas nem todos os executivos de grandes bancos norte-americanos estão tão otimistas.

O diretor financeiro do Wells Fargo, Mike Santomassimo, disse na conferência da Flórida que "as coisas vão continuar a piorar um pouco", quando perguntado sobre o potencial de uma recessão. Embora os gastos do consumidor permaneçam saudáveis, a inadimplência no cartão de crédito está em alta e o crescimento do banco de varejo do Wells Fargo está moderando, disse ele.

Apesar de uma preocupação menor com a desaceleração econômica, os líderes dos bancos disseram que seguem gerenciando o número de funcionários para restringir custos. O Goldman cortou cerca de 3.200 empregos, ou 6% de sua força de trabalho, no mês passado.

"Estamos em posição de reduzir o número de funcionários", disse Solomon. "Tomamos algumas medidas – temos um plano de contratação muito mais rígido em 2023", o que implica menos contratações, disse ele.

O Bank of America mira ter uma força de trabalho de cerca de 213.000 a 214.000 nos próximos três a quatro meses, disse Moynihan, abaixo dos 216.823 no final de 2022.

(Por Saeed Azhar e Lananh Nguyen, em Nova York, e Niket Nishant e Mehnaz Yasmin, em Bengaluru)