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Ibovespa hesita com realização de lucros após altas seguidas

13/04/2023 10h10

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa hesitava nesta quinta-feira, refletindo movimentos de realização de lucros após três altas seguidas, enquanto MRV&Co avançava forte após prévia operacional do primeiro trimestre mostrar vendas robustas e queda na queima de caixa.

Às 10:57, o Ibovespa caía 0,02%, a 106.866,18 pontos, após avançar 6% na semana até a véspera.

O volume financeiro somava 4,2 bilhões de reais, em pregão também influenciado pelas operações visando o vencimento de opções sobre ações na sexta-feira.

O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 14 de junho, mostrava acréscimo de 0,08%, a 108.945 pontos.

Na visão da equipe da corretora Commcor, após o arrefecimento do IPCA e com a redução de incertezas fiscais, apostas de que o Banco Central deve sinalizar uma possível corte na taxa Selic nas próximas reuniões começam a crescer.

Em paralelo, destacou em nota a clientes, números sobre os preços nos Estados Unidos também sugerem que os apertos monetários realizados pelo Federal Reserve têm surtido efeito e que um possível fim de ciclo das altas de taxa pode estar próximo.

Após o índice de preços ao consumidor norte-americano mostrar na véspera alta menor do que a esperada, o índice de preços ao produtor nesta quinta-feira apontou deflação em março e os pedidos de auxílio-desemprego ficaram acima do previsto.

Nos EUA, o S&P 500 avançava 0,31%.

DESTAQUES

- MRV&CO ON subia 3,49%, a 7,42 reais, após a construtora registrar no primeiro trimestre maior venda para o período na história da empresa, em um desempenho que ajudou a companhia a manter redução de queima de caixa em relação a trimestres anteriores.

- PETROBRAS PN ganhava 0,19%, a 25,9 reais. A companhia concluiu a transferência de sua participação no Polo Norte Capixaba para a Seacrest, em desinvestimento que havia sido assinado em março do ano passado.

- VALE ON recuava 0,71%, a 80,03 reais, com o contrato futuro de minério de ferro mais negociado na Dalian Commodity Exchange, na China, encerrando as negociações diurnas com queda de 3,1%, a 769 iuanes (111,89 dólares) a tonelada.

- ITAÚ UNIBANCO PN avançava 0,74%, a 25,83 reais, oferecendo um contrapeso positivo relevante, enquanto BRADESCO PN subia 0,22%, a 13,83 reais.

- CYRELA ON valorizava-se 0,82%, a 15,95 reais, após alta de 17,7% nas vendas totais contratadas no primeiro trimestre de 2023 ante igual período do ano passado, para 1,55 bilhão de reais. Nos últimos dois pregões, a ação subiu 13,8%.

- B3 ON caía 2,7%, a 11,54 reais, em dia de correção após alta de 10,8% nas três sessões anteriores. A B3 divulgou na véspera dados operacionais de março, que para a equipe do Safra mostraram receita líquida fraca, pior do que esperavam.

- HAPVIDA ON recuava 0,37%, a 2,67 reais. O grupo de planos de saúde e hospitais precificou sua oferta subsequente de ações em 2,68 reais por papel na véspera, sem desconto em relação ao preço de fechamento da quarta-feira, captando 1,059 bilhão de reais.

- EMBRAER ON valorizava-se 0,84%, a 20,38 reais. Analistas do Santander Brasil destacaram positivamente notícia da Reuters de que a fabricante brasileira de aviões discute a venda de quatro ou cinco aeronaves militares C-390 para a Áustria.

- CCR ON avançava 2,96%, a 13,58 reais, endossada por relatório do UBS BB elevando a recomendação das ações para "compra" e subindo o preço-alvo de 14,40 para 16,50 reais.

- BRF ON recuava 4,7%, a 6,49 reais, com analistas do Bank of America cortando a recomendação para as ações para "underperform" e reduzindo o preço-alvo de 9 para 6,3 reais. MARFRIG ON perdia 1,91%, a 6,68 reais, uma vez que teve a recomendação "neutra" mantida pelo BofA, mas o preço-alvo caiu de 9 para 7,6 reais.