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Brasil registra 1º superávit em conta corrente para março em 17 anos

Investimentos diretos no país alcançaram US$ 7,673 bilhões no mesmo mês. - iStock/Getty Images
Investimentos diretos no país alcançaram US$ 7,673 bilhões no mesmo mês. Imagem: iStock/Getty Images

Camila Moreira

Em São Paulo

25/04/2023 08h39

SÃO PAULO (Reuters) -O Brasil teve superávit em transações correntes de 286 milhões de dólares em março, resultado mais forte para o mês em 17 anos, impulsionado pelo desempenho da balança comercial, informou o Banco Central nesta terça-feira.

Com o resultado, o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,66% do Produto Interno Bruto. Em março de 2022, o país havia registrado déficit de 3,016 bilhões de dólares nas transações correntes.

Em março, a balança comercial teve superávit de 9,480 bilhões de dólares, maior saldo positivo da série histórica, contra 6,094 bilhões de dólares no mesmo mês de 2022.

As exportações de bens também foram recordes, com 33,317 bilhões de dólares, aumento de 12,1% em comparação a março de 2022. As importações de bens registraram aumento interanual de 0,9%, totalizando 23,837 bilhões de dólares.

Isso levou ao primeiro resultado positivo das transações correntes desde junho de 2022, e o primeiro para meses de março desde 2006.

A balança comercial foi "impulsionada em grande medida pelas exportações agrícolas, com os produtos brasileiros não só ganhando cada vez mais espaço no mercado internacional, como também aproveitando-se da valorização expressiva da conjuntura atual", avaliou Matheus Pizzani, economista da CM Capital.

No mês, os investimentos diretos no país alcançaram 7,673 bilhões de dólares, acima dos 6,875 bilhões em março do ano passado. Em março, a conta de renda primária apresentou rombo de 6,432 bilhões de dólares, ante saldo negativo de 6,046 bilhões de dólares no mesmo período do ano anterior.

O rombo na conta de serviços, por sua vez, ficou em 2,857 bilhões de dólares, contra saldo negativo de 3,326 bilhões de dólares em março do ano anterior.

(Por Camila Moreira em São Paulo e Marcela Ayres em BrasíliaEdição de Luana Maria Benedito)