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Volume de Vale garante alta do Ibovespa; dólar sai a R$ 3,21

O Ibovespa opera em leve alta, em linha com o comportamento apático das bolsas globais, que seguem avessas a risco, enquanto aguardam a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, na sexta-feira. O índice subia 0,26% às 13h22, para 64.522 pontos. Hoje, investidores esperam o discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, marcado para o fim da tarde, e o Livro Bege, relatório do banco central dos EUA.

O tom levemente positivo é garantido pelas ações da Vale. Às 13h, o Ibovespa girava R$ 2,18 bilhões. Desse total, R$ 461 milhões eram de Vale PNA e R$ 242 milhões de Vale ON. Petrobras PN registrava R$ 169 milhões, e alta de 0,13%.

O minério de ferro em Qingdao subiu 0,61%, a US$ 82,05, o que beneficiava as mineradoras. Bradespar PN subia 5,14%, Vale PNA ganhava 4,04%, Usiminas PNA tinha elevação de 2,75%, Gerdau Metalúrgica PN subia 3,10%, Vale ON subia 3,73% e CSN tinha alta de 2,05%.

O Valor informa que o novo acordo de acionistas da Vale, que está em negociação, deve ter a duração de até seis anos, bem menor que o prazo de 20 anos do acordo atual, que está em vigor desde a privatização da empresa e expira em abril.

As ações da Cyrela subiam 1,09%. A empresa encerrou o quarto trimestre com R$ 1,27 bilhão em lançamentos, numa alta de 67,7% em relação a igual período de 2015.

Ações do setor de construção civil voltavam a disparar na Bovespa. Rossi ON avançava 33,13%, PDG Realty ON ganhava 28,86%, JHSF ON aumentava 19,70%, e Lopes ON registrava elevação de 6,51%.

Os papéis, dizem operadores, ganham duplamente com a perspectiva de queda mais forte de juros no Brasil. O mercado trabalha com uma Selic a um dígito no fim do ano, o que pode ajudar na demanda por financiamentos para a casa própria, mas também aliviar o endividamento de várias companhias.

Câmbio

O dólar oscila em leve alta ante o real nesta quarta-feira, acompanhando os ganhos da moeda frente a outras divisas emergentes.

Às 13h30, o dólar comercial subia 0,16%, a R$ 3,2160. O dólar para fevereiro tinha alta de 0,20%, a R$ 3,2315.

Em uma semana marcada pela expectativa pela posse de Trump como presidente dos EUA, a agenda macro americana deu motivos para uma maior demanda por dólares. A inflação ao consumidor dos EUA teve em dezembro a maior alta anual em dois anos e meio, indicando que pressões de preços podem estar emergindo. E a produção industrial na maior economia do mundo cresceu 0,8% em dezembro.

A grande dúvida do mercado hoje é se Trump conseguirá implementar suas promessas de campanha sobre aumento de gastos fiscais. Isso levaria a maiores pressões inflacionárias, o que poderia forçar o Fed a subir os juros mais que projetado hoje pelo mercado. Tal movimento sustentaria uma nova rodada de alta global do dólar.

No Brasil, o dólar sobe um dia depois de registrar queda também influenciada pela volta das rolagens de swaps cambiais.

Em Davos, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse que não está preocupado com o dólar forte e reiterou que o BC não tem meta "informal" para a taxa de câmbio. Por outro lado, lembrou que a autarquia sempre tem à sua disposição o uso dos swaps cambiais. Ilan estava em coletiva de imprensa acompanhado do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

O BC fez hoje a rolagem de todos os 12 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados.

Juros

Os juros futuros de curto prazo operam com viés de queda nesta quarta-feira, após o presidente do BC reiterar mensagem da ata do Copom e do comunicado de que o ritmo de cortes da Selic será de 0,75 ponto percentual.

Ilan afirmou que a política monetária brasileira entrou em novo ritmo e que o BC acumulou, nos últimos meses, evidências de que seria possível promover uma redução do juro na velocidade de 0,75 ponto. A manutenção desse ritmo, porém, vai depender da evolução dos preços, ponderou Ilan.

A curva de DI mostra 65% de probabilidade de nova redução de 0,75 ponto em fevereiro, a mesma precificação de ontem. Os contratos de juros da BM&F seguem embutindo Selic pouco abaixo de 10%, indicativo de que, para o mercado, a ata do Copom não chancelou apostas em um maior orçamento de distensão monetária.

Às 13h32, o DI janeiro de 2018 - que reflete apostas para a política monetária ao longo de 2017 - caía a 11,030% ao ano, frente a 11,035% no ajuste anterior. Na máxima de hoje, foi a 11,055%.

O mercado avalia ainda números dos EUA, dois dias antes da posse de Trump como presidente americano.

Entre os vencimentos de médio e longo prazo, o DI janeiro de 2021 ia a 10,770%, ante 10,750% no ajuste da véspera. E o DI janeiro de 2025 apontava 11,170%, comparado a 11,130% no ajuste anterior. Esses vértices são influenciados pela alta dos juros dos títulos do Tesouro americano.

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