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FGV: Confiança do consumidor atinge maior nível desde dezembro de 2014

Puxado pelo otimismo dos brasileiros com maior renda, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 2,5 pontos em fevereiro, ante janeiro, para 81,8 pontos, maior nível desde dezembro de 2014, quando alcançou 86,4 pontos, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em janeiro, o indicador teve alta expressiva de 6,2 pontos.Na comparação com janeiro de 2016, o indicador de confiança subiu 12 pontos.


"A segunda alta consecutiva neste ano parece estar relacionada à aceleração do ajuste orçamentário das famílias propiciado pela desaceleração da inflação e pela queda dos juros básicos da economia. A velocidade dessa melhora tem sido heterogênea entre as diferentes classes de renda: consumidores com maior poder aquisitivo são os que se mostram efetivamente mais satisfeitos com a situação financeira no momento e otimistas em relação aos próximos meses. Uma recuperação mais espalhada e sustentável continuará dependendo de notícias favoráveis sobre o mercado de trabalho, que ainda não vieram", afirma, em nota, Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor.


Em fevereiro, todos os quesitos que compõem o ICC tiveram resultados positivos na comparação com janeiro. O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 2,2 pontos, para 70,3 pontos, o maior nível desde agosto de 2015 (71,8), enquanto o Índice de Expectativas (IE) alcançou o maior patamar desde outubro de 2014 (93,4), ao subir de 88,1 para 90,6 pontos.


O indicador de satisfação do consumidor em relação à situação financeira familiar atual subiu 4,0 pontos em relação a janeiro, atingindo o mesmo nível registrado em fevereiro do ano passado (65,6 pontos). Dentre os quesitos integrantes do ICC, aquele que mede o ímpeto para compras de bens duráveis nos próximos meses foi o que mais contribuiu para o aumento da confiança no mês. O indicador de intenção de compras passou de 69,4 para 73,3 pontos, o maior nível desde maio de 2015 (73,9).


Os resultados não são homogêneos por classes de renda. A classe de renda mais baixa devolveu em fevereiro uma parcela não desprezível dos ganhos de janeiro, enquanto a confiança das classes de renda mais altas continuaram evoluindo favoravelmente. "Esta dispersão de resultados pode estar sendo influenciada pela incerteza em relação à situação financeira futura em um cenário em que o mercado de trabalho continua se deteriorando", diz a FGV.


A confiança dos consumidores com renda familiar mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 se manteve estável, caindo 0,2 ponto. Enquanto os consumidores com maior poder aquisitivo (acima de R$ 9.600,00) atingiu 87,1 pontos, o maior nível desde outubro de 2014 (92,1 pontos). Já o indicador de confiança de quem ganha até R$ 2.100 mensais caiu 2 pontos em fevereiro, ante janeiro,


A sondagem de fevereiro coletou informações de 2.047 domicílios entre os dias 1 e 20 de fevereiro.

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