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Bolsas de NY viram nos minutos finais e fecham em alta

O otimismo conseguiu nesta sexta-feira uma vitória inesperada em Wall Street. Os principais índices acionários permaneceram no negativo durante praticamente todo o pregão. Na reta final, porém, as três principais referências em Nova York viraram para fechar em altas leves.


A guinada do Dow Jones ocorreu apenas no minuto final e, com isso, levou o indicador a registrar o 11º recorde seguido.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,05%, a 20.821,76 pontos, nova máxima e o 11º recorde consecutivo do índice. O S&P 500 subiu 0,15%, a 2.367,34 pontos, em novo patamar recorde. O Nasdaq avançou 0,17%, a 5.845,30 pontos.


Com as altas, o índice de "blue chips" acumulou ganhos de 0,96% na semana. O S&P 500 subiu 0,69% no mesmo período. Já o Nasdaq encerrou com um avanço de 0,12%.


No S&P 500, nove setores terminaram no positivo e compensaram as fortes quedas de papéis de energia e financeiros, que caíram 0,98% e 0,77%. A maior alta da índice ficou com serviços públicos (utilities), de ações vistas como defensivas, que avançaram 1,52%.


No Dow Jones, WalMart e Johnson&Johnson, com altas de duplo 1,51% puxaram a virada do índice de "blue chips". Até o minuto final, o indicador mantinha-se no território das perdas sob o peso de papéis dos bancos Goldman Sachs e J.P.Morgan e das petroleiras Exxon Mobil e Chevron que apresentaram as quatro maiores quedas de, respectivamente, 1,53%, 0,88%, 0,86% e 0,81%.


"Parece que as coisas se suavizaram um pouco", afirmou Randy Frederick, vice-presidente de operações e derivativos da Charles Schwab. "Mas não vejo nenhuma grande queda vindo por aí. O cenário econômico ainda está incrivelmente forte", acrescentou.


A cautela que imperou na maior parte do dia refletiu as expectativas antes de uma semana que vem repleta de eventos significativos.


No dia mais carregado da semana que vem, a terça-feira, os mercados vão assistir o primeiro discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Congresso, na sessão conjunta para uma plateia de deputados e senadores.


Antes, o Departamento de Comércio vai divulgar nova revisão do PIB americano do quarto trimestre. A sequência de eventos da terça-feira conta ainda com discursos de três integrantes do Federal Reserve além de divulgações de uma série de dados econômicos.


Na quarta-feira, os investidores vão aguardar os resultados do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), a medida de inflação mais observada pelo Fed para decisões de política monetária.A leitura do PCE ganhou ainda mais relevância após o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ter apontado a maior alta anual em cinco anos. A inflação pelo CPI atingiu em janeiro 2,5%, acima da meta oficial do banco central.


O dia terá ainda a publicação do "Livro Bege" do Fed, um panorama da economia dos Estados Unidos construído a partir de informações de cada uma das 12 regionais do BC.


A semana que vem terminará com os eventos mais aguardados após a visita de Trump ao Congresso: os discursos da presidente do Fed, Janet Yellen, e do vice-presidente do banco central, Stanley Fischer. As falas dos dois mais graduados dirigentes do BC americano vão ocorrer após as divulgações do PIB e do PCE. Com isso, os mercados alimentam esperanças por sinais mais concretos sobre o momento de uma nova alta de juros.

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