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Atividade econômica brasileira recua 0,26% em janeiro, aponta BC

A atividade econômica começou 2017 apontando para baixo na métrica do Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) caiu 0,26% em janeiro, vindo de uma baixa de 0,34% no último mês de 2016 (dado revisado de recuo de 0,26%) e uma contração de 4,56% em 2016.


Os dados compilados pelo BC parecem não captar ainda a avaliação de que a recessão já acabou, conforme afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e a esperada estabilização seguida de retomada gradual, desenhada pela própria autoridade monetária.


Nos 12 meses encerrados em janeiro, a retração foi de 3,99% na série sem ajuste e de baixa de 4,4% no dado ajustado. Devido às revisões constantes do indicador, o IBC-Br medido em 12 meses é mais estável do que a medição mensal, assim como o próprio Produto Interno Bruto (PIB). Em comparação com janeiro de 2016, houve decréscimo de 0,79% na série sem ajuste e de 2,53% com ajuste.


A média das projeções feitas por 22 instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data sugeria baixa de 0,28% no IBC-Br no mês. As estimativas variavam entre queda de 0,75% e alta de 0,1%.


O comportamento do indicador foi influenciado pelo decréscimo de 0,7% do varejo em janeiro de 2017, pela retração de 2,2% do volume de serviços e pela baixa de 0,1% da produção industrial, todos ante dezembro de 2016.


Para este ano, o mercado trabalha com um crescimento de 0,47% do PIB, o Banco Central (BC) acabou de rever sua estimativa de alta de 0,8% para 0,5%, e a Fazenda reduziu seu prognóstico de 1% de crescimento para 0,5%.


Na média móvel trimestral, indicador mais utilizado para se tentar capturar tendência, o IBC-Br apontou recuo de 1,37% em janeiro, vindo de queda de 0,07% em dezembro de 2016 e retração de 1,29% em novembro daquele mesmo ano. Na série com ajuste, a média móvel mostrou declínio de 0,21% em janeiro, após baixa de 0,20% um mês antes.


Embora seja anunciado como "PIB do BC", o IBC-Br tem metodologia de cálculo distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços). A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

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