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Juros futuros operam em viés de alta com cautela na cena política

Os juros futuros operam em viés de alta nesta segunda-feira, principalmente nos contratos mais longos. Ainda que o mercado siga com expectativa de avanço - mais lento - na agenda reformista, a crise política não dá sinais de um desfecho no curto prazo e mantém o ambiente de incertezas, que contribui para um posicionamento pouco mais defensivo nas taxas. Operadores apontam, entretanto, que o dia é de baixa liquidez e os movimentos no mercado, por ora, são pouco expressivos.


Durante o fim de semana, Temer nomeou Torquato Jardim para o Ministério da Justiça e remanejou Osmar Serraglio para o Ministério da Transparência. Como aponta o Valor, o novo titular da Justiça era a reserva técnica de Temer para o momento em que fosse preciso colocar em campo um advogado para articular, no governo, sua defesa. O julgamento da chapa Dilma-Temer deve ser retomada em 6 de junho.


Diante dos riscos para a economia, a agência de classificação de riscos Moody's decidiu alterar a perspectiva do rating brasileiro para negativa. Em nota divulgada na sexta-feira passada, a Moody's citou o aumento da incerteza em relação ao momento favorável às reformas após os últimos acontecimentos políticos; a ameaça crescente à recuperação econômica e à solidez da economia do Brasil no médio prazo.


O impasse em Brasília, instaurado no centro do governo após delações premiadas de executivos da JBS, também afeta as projeções para o processo de flexibilização monetária. As expectativas de cortes mais profundos da Selic na reunião do Comitê nesta semana foram amplamente reduzidas, como aponta matéria do Valor.


Agora, de 41 analistas de instituições financeiras e consultorias ouvidos em pesquisa realizada pelo Valor, 35 (85,3% do total) apostam em corte de um ponto percentual, que levará a Selic dos atuais 11,25% para 10,25% ao ano; cinco entrevistados projetam corte de 0,75 ponto; e apenas um prevê redução de 1,25 ponto.


A cautela também pauta as projeções de prazos mais longos. Na pesquisa do Valor, algumas mudanças nas expectativas da extensão do ciclo já começam a ser notadas.


Essa percepção também se faz presente no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira. A previsão para Selic no fim deste ano e do próximo se manteve em 8,50%. No entanto, para chegar nessa taxa, a leitura é de que o processo levará mais tempo. Agora, os especialistas acreditam que o fim dos cortes só ocorrerá em dezembro, ante a estimativa anterior de outubro.


Às 10h40, o DI janeiro/2018 marcava 9,350%, ante 9,340% no ajuste anterior, e o DI janeiro/2019 operava a 9,410%, ante 9,360% na mesma base de comparação.


O DI janeiro/2021, por usa vez, exibia 10,580%, ante 10,490% no ajuste anterior, em dia de liquidez internacional limitada pelos feriados nos Estados Unidos, Reino Unido e China.

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