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CVM fez "limpeza" em processos antigos para instalar logo o da JBS

O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Leonardo Pereira, afirmou nesta sexta-feira (7) que a abertura de inquérito contra a JBS em 15 dias só foi possível pelas medidas para dar celeridade às etapas de análise e reduzir a quantidade de processos presentes em etapas anteriores à abertura de inquéritos.


"Velocidade do inquérito da JBS seria quase impossível sem que estivéssemos fluindo satisfatoriamente", afirmou Pereira, durante o evento "Principais Tendências da CVM 2017", em São Paulo. "Se algo teve impacto sistêmico no mercado, hoje é possível ter celeridade."


Pereira destacou que a CVM divide os processos em quatro etapas: apuração, espera pela abertura de inquérito, instalação de inquérito e análise do colegiado.


O presidente da autarquia destacou a redução de tempo em três das quatro etapas do processo, com destaque para a área de apuração, cujo tempo de espera caiu de 11 para dois anos.


Apenas o colegiado foi apontado como dificuldade para Pereira, que destacou o tempo médio para análise de dois anos e meio.


"Um dos principais problemas foi colegiado incompleto. Se estivéssemos sempre completos, o julgamento já estaria em dois anos", apontou o representante da CVM. "Conversamos com o Ministério da Fazenda sobre essa necessidade de sempre ter o colegiado completo a partir de março".


Pereira também lembrou que as medidas para retirar processos muito antigos na fila ainda dever trazer algum "sofrimento" nos próximos anos.

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