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Juro futuro curto fecha perto da estabilidade à espera de ata do Copom

Na véspera da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), investidores evitaram grandes movimentações no mercado de DI de um dia da B3. As taxas curtas ficaram oscilaram em torno da estabilidade, enquanto os juros mais longos mostraram viés de baixa, à medida que os "yields" (retorno ao investidor) dos Treasuries - títulos do Tesouro americano - também passaram a cair.


O volume de negócios caminha para ficar menor que nos últimos dias, mas, considerando segundas-feiras, é o maior em quase dois meses. Mais de 1,1 milhão de contratos já foram negociados. Nas últimas cinco segundas-feiras, o volume não passou de 921 mil ativos.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 tinha taxa de 8,270% (8,265% no ajuste anterior). O DI janeiro/2019 operava estável em 8,090%.O DI janeiro/2021 caía a 9,280% (9,320% no ajuste anterior). E o DI janeiro/2023 recuava para 9,870% (9,910% no ajuste anterior).



De forma geral, a expectativa é que a ata do Copom confirme o comunicado divulgado pelo colegiado do Banco Central para explicar a decisão de política monetária da semana passada. Dito isso, a questão é se o mercado terá estímulo à venda de DI caso não haja surpresas.


Para o gestor sênior de renda fixa da Absolute Investimentos, Renato Botto, se a ata confirmar o tom do comunicado, o mercado vai interpretar como um caminho livre a novas vendas de juros. Ele cita a previsão para Selic de 7,85% ao fim deste ano. O gestor vê pressão limitada à inflação. Junto com o câmbio comportado e a economia frágil, o IPCA deverá fechar este ano em 3,3% e provavelmente ficar abaixo de 4% em 2018."Portanto, só tem um caminho para o BC: cortar mais os juros", diz Botto, não descartando taxa de 7,25% já para o fim de 2017.


Com o "trade" de política monetária ainda curso, as taxas curtas ainda se mostram mais atrativas que as longas, diz o gestor. "Os juros longos só vão cair de verdade quando for retomada a discussão sobre a reforma da Previdência."


Prevendo a mesma taxa de 7,25% para a Selic, mas olhando mais o médio pazo, o Bank of America Merrill Lynch segue recomendando posição vendida em DI janeiro/2021. De forma geral, o BofA se diz "na média do mercado" em relação ao Brasil, com os "atuais amplos 'spreads' compensando os riscos".


Ainda nesta segunda-feira, chamou a atenção a queda dos juros reais embutidos nas NTN-B. O comentário é que bancos estariam comprando NTN-B para zerar posições vendidas no papel resultantes de contratação, pela Petrobras, de "hedge". A operação estaria ligada à demanda da estatal por proteção após ter assumido passivo em vencimentos de NTN-B em emissão de R$ 5 bilhões em debêntures.


O juro real da NTN-B 2024, por exemplo, oscilava hoje em torno de 4,95% ao ano, frente a taxas perto de 5% do fechamento anterior no mercado secundário.

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