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Barrado na Câmara, inquérito contra Temer é suspenso até fim de 2018

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender o inquérito contra o presidente Michel Temer até o término de seu mandato no Palácio do Planalto, em 31 de dezembro de 2018.


"Diante da negativa de autorização por parte da Câmara dos Deputados para o prosseguimento do feito em relação ao presidente da República, o presente feito deverá permanecer suspenso enquanto durar o mandato presidencial", escreveu o ministro, em despacho assinado nesta quinta-feira.


No mesmo documento, Fachin determina que os fatos envolvendo o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) sejam encaminhados à primeira instância, "tendo em vista não ser detentor de prerrogativa de foro perante este Supremo Tribunal Federal".


Temer e Loures, que eram investigados no mesmo inquérito, passam a constar em duas apurações diferentes - a primeira, envolvendo o presidente, ficará no Supremo e será retomada em 2019; a segunda, da qual é alvo o ex-parlamentar, ficará sob a responsabilidade da Justiça Federal do Distrito Federal.


As investigações são baseadas nas delações premiadas de executivos do grupo JBS. Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a propina que Loures recebeu da empresa teria Temer como destinatário final.

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