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Investidor embolsa lucros e Ibovespa fecha em queda

Depois de quatro pregões consecutivos de alta, o Ibovespa passou por um movimento de realização de lucros. O índice encerrou o pregão com queda de 0,90% aos 67.977 pontos, mas com fraco giro financeiro, de R$ 5,3 bilhões, abaixo da média diária do mês, que é de R$ 5,9 bilhões.


Outro motivo que ajudou a intensificar a venda de ações aqui foi a queda das bolsas americanas. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 recuou 1,54%, o Nasdaq teve baixa de 1,94% e o Dow Jones caiu 1,24%. As bolsas recuaram após os resultados financeiros de grandes companhias, como Cisco e Wal-Mart, terem ficado abaixo do esperado por analistas.


A queda do Ibovespa fez aumentar a volatilidade as ações. O índice CBOE Brazil ETF Volatility, que mede a volatilidade implícita do iShares MSCI Brazil Capped ETF, composto por ações brasileiras, subiu 5,66% aos 25,21 pontos. Como comparação, um dia após o início da crise política, em 18 de maio, o indicador chegou a marcar 57,62 pontos. Quanto maior a volatilidade, maior a instabilidade do mercado acionário.


Entre as ações que compõem o Ibovespa, os destaques de alta ficaram com os papéis das empresas de varejo e do setor de celulose. As ações da Qualicorp subiram 3,08%, a maior alta do dia, e os papéis das Lojas Americanas, ganharam 1,76%. Os papéis do setor subiram com resultados mais positivos da economia.


O índice IBC-Br, indicador de atividade econômica do Banco Central (BC) fechou o segundo trimestre com avanço de 0,25% em comparação com o primeiro trimestre, quando já tinha crescido 1,22% sobre o fim de 2016. No caso das Lojas Americanas a alta também foi reflexo da aprovação dos acionistas para que a empresa migre para o segmento especial de listagem Nível 1.


As ações da Fibria subiram 0,97% e os papéis da Suzano Papel e Celulose oscilaram durante o dia, mas fecharam estáveis a R$ 17,10%. A melhora da expectativa em relação ao preço da celulose gerou uma onda de revisões para cima dos preços dessas empresas. O BTG Pactual elevou o preço-alvo da Suzano em 27,8%, da Fibria em 18,4% e da Klabin de R$ 18 para R$ 19. A expectativa para o preço médio da celulose em 2017 foi elevada em 13% para o banco.


De acordo com operadores, hoje aumentou a procura por papéis da Fibria nas operações de empréstimo de ativos. Os dados mais recentes da B3 deste mês vão até ontem e mostram um aumento de 7,15% nos contratos em aberto de aluguel de ações da empresa de celulose. No dia 1º de agosto, o saldo em número de ações de contratos em aberto da Fibria estava em 8.607.798 ações e no dia 16 havia subido para 9.223.464 pontos.


Esse aumento dos contratos em aberto mostra que os investidores começam a montar estratégias considerando uma queda no preço dos papéis da Fibria. Neste ano, as ações já subiram 24,01% e nos últimos 12 meses a alta é de 92,07%.


As ações da Estácio também foram destaque no pregão de hoje. Os papéis subiram 3,08%, cotados a R$ 21,77, mas registram o quarto maior volume financeiro do Ibovespa, de R$ 308,28 milhões. No pregão de ontem, as ações movimentaram R$ 61,5 bilhões.


De acordo com operadores, o aumento do volume ocorreu com uma venda feita pela corretora Credit Suisse de 7,095 milhões de ações, equivalente a 2,23% do capital social da companhia. Os maiores compradores foram as corretoras Goldman Sachs e Mirae.


A ação com o maior volume financeiro hoje foi a ordinária da Vale, com R$ 441,70 milhões, seguida pelos papéis do Itaú Unibanco, que giraram R$ 394,66 milhões.


No setor de commodities, a ação ordinária da Vale caiu 1,67% e os papéis PNA - que já saíram do Ibovespa devido à migração de ações - recuaram 1,41%, a despeito da alta de 3,3% no preço do minério de ferro, em Qingdao, na China, para US$ 75,41 a tonelada.


Já as ações da Petrobras fecharam com comportamentos distintos. Os papéis preferenciais recuaram 0,61% e as ações ordinárias subiram 0,15%. Os contratos futuros de petróleo contratos WTI fecharam com ganho de 0,60% a US$ 47,06 o barril.


As ações do sistema financeiro também recuavam, com destaque para os papéis do Banco do Brasil, que caíram 1,76%, a maior alta do setor.

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