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Ibovespa recua e dólar fica perto de R$ 3,19 com cena externa no foco

O Ibovespa opera em queda nesta segunda-feira, dia de volume fraco de negócios por causa de feriado nos Estados Unidos. Com esse recuo, o índice perdeu o patamar de 76 mil pontos, mas, ainda assim, preserva um ganho acumulado no mês.


Nesta sessão, o sinal negativo está bastante espalhado entre ações e setores. Mas as ações de siderurgia e a Vale se destacam, após terem figurado entre as principais valorizações recentemente.


Às 13h21, a ação ON de Vale recuava 2,61%, enquanto Usiminas caía 3,42%, Gerdau PN declinava 2,42%, Gerdau Metalúrgica perdia 1,87% e CSN cedia 4,88%.


O mercado aguarda também pela votação do relatório da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, que será apresentado amanhã em sessão extraordinária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).


Câmbio


O dólar avança nesta segunda-feira ao maior nível em uma semana, aproximando-se de R$ 3,19 nas máximas do dia. A alta da divisa americana se intensificou no início da tarde, após abrir o dia já pressionada pelo ambiente pouco favorável a ativos de risco. Os emergentes registram assim os piores desempenhos diários dentre as principais divisas globais.


O gatilho do movimento diz respeito à crise diplomática de Ancara e Washington, que resultou na suspensão temporária de vistos entre os países. Profissionais de mercado comentam que a tensão acaba "contaminando" o mercado de moedas, embora não haja risco sistêmico.


Durante boa parte da manhã, o mercado brasileiro até mostrou alguma resiliência ante os pares, assim como na última semana. A expectativa de entrada de recursos no país, as contas externas sólidas e os sinais de recuperação da economia foram fatores que ajudaram a limitar as perdas do câmbio local. No entanto, o exterior acabou prevalecendo ao longo da sessão.


A alta do dólar também se apoia na percepção de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) e outros bancos centrais caminham para uma futura redução da liquidez internacional. Nesta semana, a autoridade monetária dos Estados Unidos divulga a ata da sua última reunião.


O cenário político no Brasil também traz cautela. A Câmara começa a analisar nesta semana a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer.


Às 13h24, o dólar comercial subia 0,97%, a R$ 3,1871, próximo da máxima de R$ 3,1896. Este é o maior patamar registrado numa sessão desde 29 de setembro quando subiu até R$ 3,1905.


O contrato futuro para novembro, por sua vez, ganhava 0,96%, a R$ 3,1960.


Juros


O ambiente pouco favorável a ativos de risco no exterior conduz à alta firme nos juros futuros. Nesta segunda-feira, o movimento é mais acentuado nas taxas mais longas, que estendem a diferença para as trechos curtos.


Às 13h25, o DI janeiro/2021 subia a 9,020% (8,920% no ajuste anterior).


Entre vencimentos mais longos, o Di janeiro/2023 avança a 9,720% (9,600% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 era negociado a 10,030% (9,900% no ajuste anterior).


Para os trechos mais curtos, começam a ser observados alguns sinais de que a trajetória de fraqueza da inflação pode estar perdendo fôlego. As estimativas no Boletim Focus em 2017 tiveram ligeiro ajuste, após o resultado acima do esperado do IPCA de setembro. A mediana das projeções no Boletim Focus aponta agora 2,98% neste ano, ante 2,95% na leitura anterior. Por outro lado, a estimativa para 2018 caiu mais uma vez, de 4,06% para 4,02%. Para a Selic, foi mantida a expectativa de que a taxa terminar 2017 e 2018 em 7%.


Houve melhora nos números para o desempenho do Produto Interno bruto (PIB_ em 2018. A projeção para o crescimento da atividade saiu de 2,38% para 2,43%. Em relação a 2017, a taxa esperada de expansão econômica foi mantida em 0,70%.


O DI janeiro/2018 era negociado a 7,434% (7,440% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2019 subia a 7,390% (7,350% no ajuste anterior).

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