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Queda abre chance de compra e Ibovespa encosta em 84 mil pontos

O exterior foi, mais uma vez, o responsável por ditar o rumo do mercado local de bolsa. Mas, dessa vez, depois do tombo de ontem, investidores notaram oportunidades de compra e voltaram a se posicionar nos ativos brasileiros, o que levou as ações mais líquidas e o próprio Ibovespa a registrarem intenso giro no dia.


No fechamento, o Ibovespa subiu 2,48%, aos 83.894 pontos, depois de avançar aos 84.162 pontos na máxima do dia, bem perto do fechamento. O movimento acompanhou as bolsas americanas, que acentuaram ganhos no mesmo momento. O índice também movimentou mais de um milhão de negócios e subiu mais de três mil pontos entre a mínima do dia, nos 80 mil pontos, e o ponto máximo do dia.


Pouco após o fechamento do Ibovespa, as Bolsas de NY operam nas máximas intradia: Dow Jones +2,14%, S&P 500 +1,74% e Nasdaq +2,11%.


O ajuste global de ontem, estimulado por Wall Street, levou os preços a um nível que chamou a atenção daqueles que esperavam uma chance para entrar na renda variável. Esse estímulo às compras levou o giro do Ibovespa aos R$ 14,5 bilhões, o maior desde de 18 maio de 2017, quando a delação dos donos da JBS levou o giro a R$ 20 bilhões. O giro foi maior, inclusive, do que os R$ 13,5 bilhões registrados em 26 de janeiro, quando o Ibovespa deu sequência ao rali após a condenação do ex-presidente Lula no TRF-4 e renovou máximas.


O intenso reposicionamento dos investidores hoje, especialmente do estrangeiro, pôde ser visto nas ações de maior liquidez e que são, justamente por isso, as preferidas nesse momento. O maior giro do dia foi do Itaú Unibanco PN (+3,60%, a R$ 51,83), de R$ 3 bilhões, mais que o dobro dos R$ 1,15 bilhão negociados no pregão anterior.


O Bradesco PN (+2,38%, a R$ 38,70) teve giro de R$ 1,22 bilhão, ante R$ 486,7 milhões negociados ontem, enquanto Petrobras PN (+4,99%, a R$ 19,99) movimentou R$ 1,43 bilhão, ante R$ 1,1 bilhão do pregão passado. A Vale ON, também entre os destaques, subiu 5,25%, a R$ 42,47, e girou R$ 1,08 bilhão, contra R$ 697,2 milhões anteriormente.


Segundo um analista, no caso específico do Itaú Unibanco, dois fatores adicionais além da oportunidade de compra explicam o interesse pela ação PN. O primeiro são as estimativas para este ano, ou "guidance", divulgadas pelo banco ontem e que agradaram o mercado.


Além disso, o pagamento de 70,6% do lucro anual em dividendos aos acionistas, ou R$ 17,6 bilhões, dá à ação preferencial grande impulso ? as PNs garantem preferência no recebimento de proventos pelos acionistas.


No noticiário corporativo, a TIM (+6,98%, a R$ 13,94) também reagiu à divulgação do balanço e liderou as altas do Ibovespa hoje, depois de registrar um crescimento de 66% no lucro líquido no quarto trimestre ante igual intervalo no ano passado. O UBS destacou, em relatório, que o desempenho superou em 40% a expectativa do banco.


A recuperação, no entanto, foi generalizada e atingiu os ativos que mais sofreram ontem, caso das siderúrgicas, como Gerdau (+6,04%, a R$ 14,57) e das ações da Eletrobras.

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