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Juro futuro fecha sessão regular perto das mínimas antes de ata do Fed

21/02/2018 16h34

Os juros futuros fecharam a sessão regular perto das mínimas do dia. Os ativos operaram nesta quarta-feira em ritmo de espera pela ata da última reunião do Federal Reserve, que foi divulgada no mesmo horário do encerramento da sessão regular desta quarta-feira.


A depender da reação inicial dos demais ativos ao documento, ainda haveria espaço para um ajuste em baixa das taxas. O dólar foi para as mínimas da sessão e a bolsa ampliou os ganhos após as primeiras leituras da ata do Fed.


No mercado de juros, ao fim da sessão regular, a taxa projetada pelo contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 estava no nível de 8,540% ante 8,570% no ajuste anterior


Agora, passada a divulgação da ata do Fed, será o IPCA-15 que ditará o tom dos negócios com juros futuros. Na avaliação do sócio e gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, qualquer resultado abaixo de 0,40% no indicador de fevereiro, que será divulgado na sexta-feira, deve pressionar o BC a cortar mais uma vez a Selic.


Entre os vencimentos dos DIs que refletem apostas para a política monetária de curto prazo, a taxa do vencimento de DI janeiro/2019 caiu a 6,550% (6,575% no ajuste anterior). O DI janeiro/2020 cedeu a 7,580% (7,620% no ajuste anterior)


Sem grandes solavancos ao longo da sessão, o comportamento dos juros futuros também sinalizou o "sangue frio" dos investidores em relação a novos ruídos na cena política. Ontem, as críticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, à agenda de prioridades econômicas do governo revelaram um novo capítulo de desentendimentos em Brasília. Entretanto, desta vez, a reação dos ativos foi apenas contida.


O embaraço nas relações entre Congresso e Planalto não é bem-vista. No entanto, a resiliência dos ativos é atribuída ao fato de que os principais riscos do quadro eleitoral, como a candidatura do ex-presidente Lula, foram mitigados. E sem a reforma da Previdência, não há nenhuma pauta econômica considerada importante o suficiente para exigir uma relação mais firme entre os poderes.


"É algo extra para o ano e não chega nem perto da reforma da Previdência", aponta o sócio e gestor da Laic, Vitor Carvalho."Mercado já não acreditava na reforma da Previdência, nem na aprovação das 15 medidas, o que vier é lucro", diz o sócio e gestor da Modal Asset, Luiz Eduardo Portella.


Do ponto de vista eleitoral, o quadro que vai se formando para 2018 ainda é fragmentado, com amplo número de possíveis candidatos. Ainda assim, nem o nome de Temer nem o de Maia são grandes apostas para a corrida eleitoral, apesar de serem frequentemente mencionados.


Em outras palavras, o atrito não resulta num "roubo" de votos capaz de afetar as chances de um candidato reformista se tornar presidente. "O desentendimento não pesa tanto porque os dois estão fora do baralho, não tem muita chance de chegar no segundo turno", afirmaPetrassi,o sócio e gestor da Leme Investimentos.