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Preços dos metais recuam com temor de guerra comercial de EUA e China

Depois de derrubar os preços em mercados de ações e do minério de ferro à vista, a tensão comercial entre Estados Unidos e China também pressionou a cotação dos metais não ferrosos.

Os contratos futuros de três meses do alumínio recuaram 2,2% na Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês), para US$ 2.171 a tonelada. O cobre caiu 1,8%, para US$ 6.840; o níquel registrou desvalorização de 2,1%, para US$ 14.655; e o zinco teve perdas de 2,1%, para US$ 3.002.

Além da notícia mais negativa para as commodities industriais, caso os EUA de fato bloqueiem a entrada de mais produtos chineses em seu mercado, Daniel Briesemann, analista do banco alemão Commerzbank, aposta que nesse cenário os investidores especulativo devem zerar suas posições.

"Muito provavelmente os metais vão acompanhar essas mudanças de confiança do mercado durante toda a semana", diz Briesemann. "Dificilmente os números que as diversas associações dessas diferentes matérias-primas vão publicar farão alguma diferença no preço durante o curto prazo."

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou ontem aplicar sobretaxa de 10% a importados chineses que somam até US$ 200 bilhões, depois que o gigante asiático sinalizou com tarifa adicional a US$ 50 bilhões em produtos americanos. Investidores voltaram a considerar que os países estão no limiar de uma guerra comercial e provocaram uma reavalição dos ativos para baixo.

Como o aço chinês está no radar dos EUA ? inclusive, desde a seção 232 ?, o minério de ferro, sua principal matéria-prima, também perdeu força considerável hoje, apresentando uma queda de 3% para US$ 66,45 por tonelada em Qingdao. No mercado futuro, a commodity caiu 4,6%, enquanto os contratos de aço recuaram 2,9%.

Enquanto o aço perde valor na China, no mercado americano segue em trajetória inversa. Os preços dos laminados a quente nos EUA já se aproximam do nível de US$ 1.000 por tonelada, enquanto bobinas a frio e chapas grossas valem mais de US$ 1.200. A alta é de quase 25% desde que os termos da sobretaxa americana ao aço e ao alumínio tornaram-se públicos.

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