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BC retoma atuação no mercado e dólar supera R$ 3,75; Bolsa sobe

(Atualizada às 14h55) O mercado brasileiro de câmbio não acompanha, no mesmo ritmo, o alívio dos principais emergentes. No Brasil, o dólar mostra dificuldades para tomar uma direção mais firme, tendo oscilado entre perdas e ganhos mais cedo, enquanto as moedas pares - peso mexicano, rublo russo e lira turca - têm valorização mais clara.

Diante dessa instabilidade, o Banco Central (BC) retomou hoje as intervenções no mercado de câmbio com a venda integral de 20 mil contratos novos de swap cambial (US$ 1 bilhão). A operação tem efeito semelhante à venda de dólares no mercado futuro, mas a queda da divisa americana foi apenas pontual após leilão.

O BC tem vendido diariamente novos contratos de swap desde meados de maio. A exceção ocorreu na terça-feira quando, a despeito da alta global do dólar, o real mostrou um comportamento relativamente ameno. Nesse período, as vendas já somam US$ 40,6 bilhões. Com isso, o estoque de swap cambial sobe para US$ 64,4 bilhões, mais que dobrando o montante desde meados de maio quando o BC retomou as ofertas líquidas.

O pano de fundo do mercado hoje traz a ansiedade com a decisão do Copom, no fim desta tarde, e a sinalização sobre os próximos passos da política monetária. A expectativa de especialistas é que o colegiado reconheça o aumento dos riscos no radar, mas indique que uma possível elevação da Selic ainda em 2018 não deve ser conduzida pela alta do dólar, mas por uma piora das projeções de inflação.

Por volta das 14h50, o dólar comercial marcava R$ 3,7530, alta de 0,15%, tendo entre a máxima de R$ 3,76 e a mínima de R$ 3,7095.

O contrato futuro para julho, por sua vez, caía 0,03%, a R$ 3,7505.

Bolsa

O Ibovespa desacelerou o ritmo de alta na tarde desta quarta-feira, mas permanece no campo positivo e sustenta o nível de 71 mil pontos. As ações da Petrobras, com ganhos de mais de 5%, puxam o índice para cima, apesar do desempenho tímido das demais blue chips.

Às 14h52, o Ibovespa operava em alta de 0,48%, aos 71.738 pontos ? na máxima, atingiu 72.617 pontos (+1,71%). O giro financeiro do índice é elevado e já soma R$ 6 bilhões, o que implica volume projetado de mais de R$ 11 bilhões ao fim do pregão.

A suavização dos ganhos do Ibovespa ocorreu após o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Jerome Powell, ter declarado que o crescimento econômico dos Estados Unidos dá argumentos para a autoridade monetária do país continuar elevando gradualmente os juros.

Logo após a fala, o índice chegou a transitar pelo campo negativo, tocando a mínima aos 71.155 pontos (-0,33%), mas se recuperou na sequência. "Por mais que mantenha o gradualismo, o Powell reforçou o tom mais duro da semana passada", diz Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos.

O destaque da sessão fica com as ações da Petrobras: os papéis preferenciais subiam 5,32%, o melhor desempenho do Ibovespa, enquanto os ordinários avançavam 4,43%.

As ações da estatal reagem à expectativa em relação à votação do projeto de lei de cessão onerosa pela Câmara dos Deputados, iniciada no dia anterior. O projeto de lei extingue a obrigatoriedade de a empresa explorar sozinha os 5 bilhões de barris de petróleo contemplados no contrato de cessão onerosa, assinado em 2010. Desde ontem, Petrobras PN acumula alta de 12%, enquanto Petrobras ON avança 9%.

Já os bancos, que ontem subiram em bloco e lideraram os ganhos do índice, seguem majoritariamente no terreno positivo: Itaú Unibanco PN ganhava 1,07%, Bradesco PN tinha alta de 1,45% e BB ON avançava 1,49%; já as units do Santander Brasil tinham estabilidade.

Na ponta negativa, o setor de papel e celulose dá sequência as quedas verificadas um dia antes, com destaque para Suzano ON (-1,76%) e Fibria ON (-0,24%), em meio às leituras de que uma guerra comercial entre EUA e China poderia afetar o cenário global para as commodities ? as ações ordinárias da Vale, que ontem também recuaram obedecendo a mesma lógica, conseguem sustentar leve alta de 0,35% hoje.

Ainda entre as perdas, Ultrapar ON declinava 3,80% com a perspectiva de que a Câmara votará um projeto de lei que libera a venda direta do etanol hidratado das usinas para os postos de combustíveis, o que, segundo Suzaki, tem um viés negativo para as distribuidoras ? a Ultrapar controla a rede de postos Ipiranga.

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