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Dólar ganha força e sobe a R$ 3,78 com ansiedade sobre juros

20/06/2018 18h12

A falta de direção no mercado de câmbio durante a manhã deu lugar à tensão antes do anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom). O dólar fechou perto das máximas, ganhando força nos momentos finais do pregão.

O nervosismo fica ainda mais evidente quando se compara o real com os pares globais. No fim do dia, a moeda brasileira tinha o pior desempenho diário entre as principais moedas do mundo. Além disso, operava na contramão dos ganhos de outros emergentes, como o peso mexicano, o rublo russo e o rand sul-africano.

No mercado de balcão, o dólar fechou em alta de 0,82%, aos R$ 3,7782, depois de bater R$ 3,7867 na máxima da sessão.

O contrato futuro para julho avançava 0,80% a R$ 3,7815, por volta das 17h05. O mercado futuro opera até as 18h.

Operadores atribuem o movimento à ansiedade com o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve atualizar as perspectivas para a trajetória da Selic.

A expectativa majoritária de analistas é de manutenção da meta Selic, no nível de 6,50% ao ano. Espera-se também que a autoridade monetária reconheça o aumento de riscos no radar, tanto lá de fora quanto os locais, e não descarte uma elevação de taxa ainda neste ano.

Uma leitura menos dura, diz um profissional, pode abrir espaço para uma nova onda de alta do dólar. "Não vejo justificativa em termos de fundamentos econômicos para a alta do dólar hoje, mas sim um ambiente mais especulativo e busca por proteção antes do anúncio do Copom", diz o operador.

Mais cedo, o Banco Central retomou as intervenções no mercado de câmbio com a venda integral de 20 mil contratos novos de swap cambial (US$ 1 bilhão). A operação tem efeito semelhante à venda de dólares no mercado futuro, mas a queda da divisa americana foi apenas pontual após leilão.

O BC tem vendido diariamente novos contratos de swap desde meados de maio. A exceção ocorreu ontem quando, a despeito da alta global do dólar, o real mostrou um comportamento relativamente ameno. Nesse período, as vendas já somam US$ 40,6 bilhões. Com isso, o estoque de swap cambial sobe para US$ 64,4 bilhões, mais que dobrando o montante desde meados de maio quando o BC retomou as ofertas líquidas.

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