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Light será vendida este ano, diz diretor da Cemig

A estatal de energia elétrica de Minas Gerais, a Cemig, quer concluir ainda este ano uma operação de venda de ações da sua controlada Light.

"A direção da Cemig está focada na venda da Light preferencialmente este ano, não descartando que seja por fusão e aquisição, ou mesmo por modelo adotado pela Eletropaulo", disse na tarde desta quinta-feira (21) ao Valor o diretor de finanças e relações com investidores da Cemig, Maurício Fernandes.

Em junho do ano passado, a Eletropaulo teve 73,38% de seu capital social adquirido pela italiana Enel em leilão da oferta pública de ações ocorrido na B3. A venda ocorreu após a companhia paulista ter conseguido atrair players de peso para o negócio.

A Cemig detém 48,86% das ações da Light, do Rio de Janeiro, mas até agora tem tido dificuldades para encontrar um investidor ou um operador disposto a fazer oferta atraente o suficiente para a conclusão do negócio.

A venda da Light faz parte do programa de desinvestimento já anunciado pela companhia como forma de levantar recursos para reduzir sua dívida.

Fernandes indicou também que a expectativa é que, em questão de meses, outra venda seja concluída:a fatia que possui da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia. A empresa mineira detém 18,13% das ações do empreendimento e ao lado das construtoras Andrade Gutierrez e Odebrecht compõe o bloco de controle.

As negociações em curso são com a chinesa State Power Investment Overseas (SPIC), que venceu em setembro leilão de concessão para operar a hidrelétrica de São Simão - que estava em poder da própria Cemig.

"As partes pretendem concluir a operação no curto prazo, em um horizonte de tempo reduzido", disse o executivo.

O plano de vendas da Cemig - que ainda inclui Renova, empresa de energia renovável, e Cemig Telecom - enfrenta um quadro não muito favorável este ano.

O problema é a piora dos cenários em relação à economia do país e às incertezas crescentes em relação a quem será o próximo presidente.

A Cemig já obteve melhora de sua avaliação de risco por parte da Fitch e da Standard and Poor's, mas a dúvida é o quanto o ambiente econômico e político poderá contaminar este ano o apetite de estrangeiros para negócios bilionários no país, entre eles com a Cemig.

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