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Temer bate recorde e seu governo é o pior avaliado na história

28/06/2018 10h18

(Atualizada às 11h56) A avaliação positiva do governo do presidente Michel Temer oscilou de 5% para 4% entre março e junho, segundo dados de pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira (28%).

A avaliação regular foi de 21% e a ruim ou péssima, de 79%, ante 72% em março. A aprovação da maneira do presidente governar variou de 9% há três meses para 7% agora.

A avaliação do governo Temer é a pior desde 1986, quando a pesquisa começou a ser feita.

Com 79% de desaprovação, Temer bateu não somente o próprio recorde como também o de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em março daquele ano, durante o governo de José Sarney.

Também são recordes a reprovação à maneira de Temer governar (90%) e a desconfiança em relação ao presidente (92%). Nesse último quesito, houve empate em relação ao índice registrado em setembro.

Segundo a pesquisa, 9% dos entrevistados consideram o governo Temer melhor que a administração da ex-presidente Dilma Rousseff, ante 10% apurados em março. Para 26%, as duas gestões são iguais. E 63% consideram o governo Temer pior que o de Dilma. No levantamento anterior, 33% achavam que as duas administrações eram iguais e 55% preferiam o governo Dilma.

Contratado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Ibope ouviu 2 mil pessoas em 128 municípios entre os dias 21 a 24 de junho. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02265/2018.

Desconfiança

A desconfiança da população em relação ao presidente aumentou e chegou a 92% dos eleitores, mostra pesquisa CNI/Ibope. Esse número era de 89% em março. Apenas 6% dos entrevistados disseram confiar no presidente - eram 8% há três meses.

As expectativas em relação ao governo Temer também são negativas. Só 5% acreditam que o restante do governo será ótimo ou bom, contra 7% em março. O índice dos que esperam que o restante do governo será ruim ou péssimo ficou em 74%, ante 67% há três meses. No Nordeste, o ruim e péssimo chegam a 83%.

A reprovação às políticas públicas do atual governo também é geral. Apenas 6% aprovam as políticas para impostos e 92% desaprovam. As ações referentes à taxa de juros são apoiadas por 8% e desaprovadas por 89%. O combate ao desemprego é avaliado positivamente por 11% e rejeitado por 87%.

As políticas para saúde são criticadas por 88% e apoiadas por 11%. O combate à inflação é avaliado positivamente por 13% e reprovado por 83%. As políticas de combate à pobreza têm apoio de 13% e desaprovação de 84%. As ações de segurança pública têm apoio de 14% e rejeição de 83%.

Na educação, 15% apoiam as políticas do atual governo, contra 83% que desaprovam.

As ações voltadas ao meio ambiente são as com melhor avaliação, mas mesmo assim têm apoio de apenas 17% dos entrevistados, frente a 76% que as desaprovam.

Corrupção e caminhoneiros

A percepção dos eleitores é de que 59% das notícias divulgadas são desfavoráveis ao governo Michel Temer, mostra a pesquisa. Em março, esse índice era de 51%. Outros 9% dos entrevistados acreditam que as notícias são mais favoráveis ao presidente e 21% dizem que não são nem favoráveis nem desfavoráveis.

A greve dos caminhoneiros foi o assunto mais lembrado. Individualmente, o protesto contra o aumento do diesel foi a notícia mais citada, por 12%. Greves e manifestações, sem especificar quais, foram lembradas por 5%. Outros 2% lembraram de manifestações pelo Brasil, também sem especificar. O acordo entre o governo e os caminhoneiros foi citado por 1%.

O aumento no preço dos combustíveis, principal reclamação dos protestos dos caminhoneiros, é a notícia mais lembrada por 8% dos entrevistados.

Já notícias sobre corrupção no governo, sem especificar quais, são citadas por 11%. Notícias relacionadas à operação Lava-Jato são lembradas por 4% dos entrevistados. A reforma na casa da filha do presidente Michel Temer, alvo de investigação, é lembrada por 2%. As acusações sobre pagamento de propina das empresas que operam no porto de Santos e de investigações de corrupção contra o presidente são citadas por 1% cada.

As notícias positivas, por sua vez, são escassas. Apenas 1% citaram a aprovação da intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, a sanção da lei que liberou os recursos do PIS/Pasep para todos os cotistas e a queda do desemprego.

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