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Empresa quer liberar agrotóxicos para nova planta produtora de etanol

Do UOL, em São Paulo

A multinacional de tecnologia agrícola Syngenta divulgou que planeja registrar novos defensivos agrícolas voltados ao cultivo de sorgo, uma planta bastante utilizada como pasto e que também é promessa para o aumento da produção de etanol no Brasil.

A informação foi divulgada por meio de nota sobre a renovação da parceria da empresa com a Ceres Sementes do Brasil Ltda, braço da multinacional que também atua no setor agrícola, para o desenvolvimento do mercado do sorgo sacarino e do sorgo energia.

Com alto teor de açúcar e desenvolvimento rápido, essas variedades do sorgo poderão ser usadas para turbinar a produção de etanol nos meses em que a cana para de ser produzida no país.

"Estamos satisfeitos em trabalhar com uma empresa líder amplamente reconhecida com vistas a fornecer mais opções de defensivos agrícolas para o cultivo do sorgo a nossos clientes em comum", afirmou André Franco, gerente-geral da Ceres Sementes do Brasil Ltda.

Sorgo pode ser usado para produzir etanol com os mesmos equipamentos das usinas de cana

As duas empresas, assim como Embrapa, NexSteppe e Canavialis, têm trabalhado para transformar o sorgo num complemento à produção de etanol com cana. Isso porque a planta usa exatamente a mesma estrutura industrial das usinas de cana para produzir etanol.

Além disso, ela pode ser cultivada na janela entre novembro e abril. Nesta época a cana deixa de produzir e cerca de 6% dos 8 milhões de hectares da cultura são liberados para plantar mudas novas.

A falta de agrotóxicos para o cultivo do sorgo no mercado brasileiro é uma das reclamações dos agricultores, que têm feito experimentos com a cultura nessas áreas que ficam livres a partir de novembro.

O acordo renovado entre a Ceres e a Syngenta também continuará a promover o uso do sorgo sacarino e do sorgo energia junto aos agricultores. Além disso, as empresas planejam continuar a colaborar em estudos de campo em parceria com as usinas.

A Syngenta avaliará seu portfólio de defensivos agrícolas em associação aos híbridos da Ceres, enquanto a Ceres fornecerá tanto sementes como o apoio à pesquisa da cultura. As duas empresas desenvolverão programas de treinamento industrial.

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