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Quais são os fatores que você deve analisar antes de escolher uma ação?

Júlia Mendonça

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

17/06/2020 04h00

Investir em ações está cada vez mais acessível e fácil para qualquer pessoa. São diversas as corretoras que cobram um valor muito baixo ou que não cobram nada para esse tipo de investimento e auxiliam quem deseja começar essa atividade.

O principal problema quando um iniciante decide entrar nesses investimentos é a confusão no meio de tanta informação. São diversas recomendações, operações e dicas que surgem de todos os lados. Por isso, é preciso ter o mínimo de conhecimento sobre esse tipo de investimento e principalmente ter foco no longo prazo. Separei alguns dos principais fundamentos que um iniciante deve conhecer antes de escolher uma ação para investir.

Conheça a empresa atrás da ação

Quando vai escolher uma ação para investir, você precisa entender que ela não é apenas um código em uma tela de computador, não é apenas mais uma sigla no meio de tantas outras. Atrás disso, existe uma empresa com funcionários, produtos e serviços. Aliás, as melhores empresas do Brasil e do mundo estão listadas na bolsa de valores.

Isso ajuda muito na hora de entender e analisar como fazer a melhor escolha para sua carteira. O primeiro ponto que deve analisar é como a empresa cuida dos negócios, se está metida em muitos rolos ou tem muitas encrencas e indícios de corrupção. Basta colocar no Google e acessar as notícias que já terá uma boa noção de como andam os negócios. Encontrou notícias muito graves? Já pode riscar da sua lista e procurar outra ação.

A operação é lucrativa?

Logo após, analise o lucro que a empresa vem tendo. O objetivo de todas as empresas é lucrar, e se isso não vem acontecendo, se tem acumulado prejuízo ano após ano, isso mostra que aquele negócio não está na melhor fase.

As empresas que estão na bolsa têm, obviamente, esse objetivo de terem lucro em suas operações. No longo prazo, o crescimento do lucro tende a refletir no preço do papel. A cada 3 meses é divulgado um relatório com os resultados financeiros do trimestre. Boas ações conseguem um bom crescimento e dessa forma os dividendos, parte do lucro dividido entre os acionistas, também cresce e seu bolso agradecem.

Dívidas

Uma coisa precisa ficar clara: todas as empresas possuem dívidas e isso não é necessariamente algo ruim. É comum pegarem empréstimos com juros baixos para poderem alavancar o negócio ou iniciarem uma expansão. Existem empresas que têm muito mais dinheiro em caixa do que possuem de débitos, enquanto outros estão com um rombo bem grande. Dívidas não são ruins quando são bem explicadas e administradas.

Outro ponto importante é a vantagem competitiva, ou seja, o que o negócio tem de especial, o que a faz ser melhor que os concorrentes. Se a empresa consegue se destacar, inovar e estar à frente dos concorrentes, é um ótimo sinal de que está se preocupando em obter vantagem perante a concorrência.

Crescimento

Boas empresas estão sempre em busca de inovações para que o lucro e o faturamento continue sempre aumentando. Se as coisas estão indo bem, não há motivos para não expandirem, abrirem filiais e até mesmo criarem novos produtos e negócios. O crescimento é essencial, não só para a sobrevivência dos negócios como para o aumento do lucro.

Analise sempre esses pontos quando desejar comprar uma ação para o longo prazo. Fazendo assim, é grande a chance de fazer boas escolhas e evitar empresas

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UOL Notícias

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL