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No 4º dia de alta, dólar sobe 1,8% e fecha acima de R$ 4 pela primeira vez

Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
Imagem: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

Do UOL, em São Paulo

22/09/2015 17h05Atualizada em 22/09/2015 17h39

dólar comercial teve a quarta alta seguida nesta terça-feira (22), de 1,83%, e fechou a R$ 4,054 na venda. É o maior valor de fechamento desde a criação do Plano Real, em 1994.

O recorde anterior era o do dia 10 de outubro de 2002, quando a moeda norte-americana tinha fechado a R$ 3,99.

Somente neste ano, o dólar já avançou 52,47%. Em 12 meses, a moeda dos EUA acumula alta de 69,30% (valia R$ 2,394 em 22 de setembro de 2014). 

Não há um valor único e oficial para o dólar; ele varia de acordo com a fonte de informação utilizada. O UOL Economia usa a agência de notícias Reuters, que capta os dados de um grupo de bancos e corretoras. Além disso, esse valor se refere ao dólar comercial, usado pelo governo e por empresas. Nas casas de câmbio, onde as pessoas comuns compram a moeda, o valor é maior. 

Cenário nacional

Investidores estavam preocupados com a viabilidade do ajuste das contas públicas, que depende, em parte, da aprovação do Congresso.

"Essas dificuldades que o governo enfrenta no Congresso deixam o país quase ingovernável do ponto de vista fiscal", disse o operador da corretora SLW, João Paulo de Gracia Correa, à agência de notícias Reuters.

Investidores temem, sobretudo, que o Congresso derrube o veto ao reajuste dos servidores do Judiciário, o que custaria ao governo R$ 25 bilhões nos próximos quatro anos.

O mercado está preocupado que essa dificuldade possa levar à eventual perda do selo de bom pagador por uma segunda agência de classificação de risco.

Há duas semanas, a agência Standard & Poor's (S&P) cortou a nota do Brasil, retirando o chamado "grau de investimento". O país ainda mantém a nota de bom pagador de acordo com as outras duas principais agências: Fitch e Moody's.

Intervenções do BC

O salto do dólar gerava expectativas de que o Banco Central possa ampliar ainda mais sua intervenção no mercado de câmbio, uma vez que o dólar mais caro pode puxar a inflação para cima.

Na véspera, o BC realizou leilão de venda de dólares com compromisso de recompra.

"(Resta) ao BC achar alguma saída para conter a desvalorização do real, pois leilão de linha não faz mais preço", escreveu o operador da corretora Correparti, Guilherme França Esquelbek, em nota a clientes.

Nesta sessão, o BC deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em outubro, vendendo a oferta total de até 9.450 contratos. Ao todo, já rolou o equivalente a US$ 6,740 bilhões, ou cerca de 71% do lote total, que corresponde a US$ 9,458 bilhões.

Foram vendidos 1.350 contratos para 2 de janeiro de 2017 e 8.100 contratos para 3 de abril de 2017. Até a véspera, o BC vinha ofertando contratos para 1º de dezembro de 2016, em vez dos swaps para janeiro de 2017.

Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

Contexto internacional

O panorama externo também não colaborou com o ânimo dos investidores. O dólar subiu frente a várias outras moedas, após uma série de integrantes do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) ressaltarem que podem elevar os juros nos EUA ainda neste ano.

Segundo operadores, a alta do dólar nesta sessão era acentuada também por operações de compras automáticas para limitar perdas, conhecidas como "stop-loss". Os investidores determinam um determinado valor e, caso ele seja atingido, as operações são efetuadas automaticamente, causando perdas, mas evitando uma perda maior ainda.

"É um movimento violento. Ninguém quer ser o último a comprar", disse o operador de uma corretora nacional à Reuters.

(Com Reuters)

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