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EUA mantêm juros perto de zero, mas sinalizam possível alta em dezembro

Do UOL, em São Paulo

28/10/2015 16h01Atualizada em 28/10/2015 16h19

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu manter a taxa de juros perto de zero, conforme esperado pela maioria dos economistas e investidores. A decisão foi anunciada na tarde desta quarta-feira (28), após uma reunião de dois dias.

Para efeito de comparação, a taxa de referência atual no Brasil, a Selic, é de 14,25% ao ano.

Em seu comunicado, o Fed informou que ainda está monitorando os desenvolvimentos econômicos e financeiros no exterior, mas não repetiu que os riscos globais terão impacto provável na economia dos EUA, como tinha feito na reunião anterior, em setembro.

Essa "suavização" no tom em relação ao comunicado do mês passado pode indicar que a porta está aberta para a alta dos juros na próxima reunião, em dezembro.

O Fed não eleva a taxa de juros desde 2006. Os juros de referência nos Estados Unidos estão num nível historicamente baixo --entre zero e 0,25% ao ano-- desde o final de 2008. Na época, a medida foi adotada para tentar estimular a economia norte-americana, diante de uma recessão severa.

Essa taxa é utilizada pelos bancos de um país como indicador-chave do valor dos juros que pagam ao tomar dinheiro emprestado do Banco Central --e, por sua vez, do dinheiro que emprestam a seus clientes. Disso dependem investimentos e despesas de consumo.

Como a mudança nos juros dos EUA afeta o mundo?

A taxa de juros dos EUA é capaz de modificar as regras do jogo da economia mundial. 

Com a alta dos juros por lá, os investidores podem começar a achar vantajoso aplicar seu dinheiro nos Estados Unidos, que são considerados uma economia forte e estável. Isso causaria a migração de recursos que atualmente estão aplicados nos mercados emergentes, como o Brasil.

Pesquisa: alta deve ficar para 2016

Todos os 46 economistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam que o Fed mantivesse sua taxa nesta quarta-feira.

Uma maioria apertada dos economistas espera alta de juros em dezembro. Os mercados financeiros dão uma chance de apenas 30% para uma alta em dezembro e chance de 54% de que isso aconteça em março.

Por que os juros estão tão baixos nos EUA?

Com a crise de 2008-2009, os EUA registraram desaceleração da economia, aumento do desemprego, queda da confiança de empresários e do consumo das famílias, com crédito escasso.

O Federal Reserve baixou, então, os juros para tentar estimular investimentos e consumo e movimentar a economia.

Outra medida adotada foi a injeção de dinheiro, comprando títulos públicos (pedaços da dívida estatal, vendidos pelo Tesouro dos EUA) em mãos de investidores e bancos.

Quem decide se os juros ficam iguais ou sobem?

Quem define os juros é o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) --equivalente ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no Brasil.

Os 12 membros do Fomc se reúnem oito vezes durante o ano para avaliar as condições econômicas e financeiras e definir se a política monetária do país está adequada para esse cenário. 

Para determinar o nível dos juros, o Fomc leva em conta principalmente dados relativos ao mercado de trabalho e à inflação --a meta é de 2%. 

(Com agências de notícias)

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