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BB salta 11,5% e puxa alta de 3,67% da Bolsa; na semana, Bovespa tem queda

Do UOL, em São Paulo

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (8) em alta de 3,67%, a 50.292,93 pontos. Essa é a maior alta percentual diária desde 17 de março, quando o índice havia saltado 6,60%.

É também o segundo avanço seguido. Na véspera, a Bolsa havia subido 0,87%.

Apesar da alta no dia, a Bovespa termina a semana com baixa de 0,53%. No ano, acumula valorização de 16,02%.

A alta de hoje foi puxada por fortes ganhos das ações da Petrobras, da mineradora Vale e dos bancos. O Banco do Brasil, por exemplo, saltou 11,5%. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

BB salta 11%; Bradesco e Itaú sobem

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) saltaram 11,53%, a R$ 20,90, e ficaram entre as maiores altas do dia do Ibovespa.

As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) subiram 6,30%, a R$ 31,70, e as ações do Bradesco (BBDC4) tiveram ganhos de 4,94%, a R$ 27,41.

Petrobras avança 7,27%

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4), que dão prioridade na distribuição de dividendos, avançaram 7,27%, a R$ 8,26.

As ações ordinárias da Petrobras (PETR3), com direito a voto em assembleia, fecharam em alta de 5,53%, a R$ 10,49.

Nos EUA, os ADRs (recibos que representam ações de uma empresa estrangeira na Bolsa de Nova York) da petroleira (PBR) ganharam 8,08%. Os recibos PBR/A, referentes às ações preferenciais, valorizaram-se 10,68%.

Os papéis da estatal foram influenciados pelo cenário político, com investidores vendo maiores chances de impeachment da presidente Dilma Rousseff, e pelo forte avanço no preço do petróleo no mercado internacional.

Vale ganha mais de 8%

As ações preferenciais da Vale (VALE5) avançaram 8,36%, a R$ 12,19, enquanto as ações ordinárias da Vale (VALE3) subiram 8,19%, a R$ 16,24.

Os papéis da mineradora também subiram acompanhando o otimismo do mercado em relação ao cenário político, apesar de o minério de ferro ter caído pela terceira semana seguida.

Dólar cai 2,63%, a R$ 3,597

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 2,63%, a R$ 3,597 na venda. É a maior queda percentual diária desde 24 de setembro de 2015, quando a moeda norte-americana havia caído 3,73%.

Apesar da queda no dia, o dólar termina a semana com alta acumulada de 0,95%. Na véspera, a moeda havia subido 1,33% e alcançado maior valor de fechamento desde 16 de março.

No ano, o dólar tem desvalorização de 8,90%.

Bolsas internacionais

As principais Bolsas de Valores da Europa fecharam em alta. Na Itália, o mercado de ações subiu 4% puxado pelos ganhos dos bancos e empresas de energia.

  • Itália: +4,08%
  • Portugal: +2,03%
  • Espanha: +1,62%
  • França: +1,35
  • Inglaterra: +1,10%
  • Alemanha: +0,96%

Das sete principais Bolsas da Ásia e do Pacífico, três fecharam em alta, três tiveram queda e uma ficou praticamente estável.

  • Taiwan: +0,6%
  • Japão: +0,46%
  • Hong Kong: +0,51%
  • Coreia do Sul: -0,09%
  • Cingapura: -0,19%
  • Austrália: -0,53%
  • China: -0,75%

(Com Reuters)

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