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Bolsa do Japão despenca 7,9%, maior queda em mais de cinco anos

Do UOL, em São Paulo

O índice japonês Nikkei despencou 7,92% nesta sexta-feira (24), a maior queda diária desde março 2011. Os britânicos tomaram nesta quinta (23) a decisão de se separarem da União Europeia, o bloco político e econômico que hoje congrega 28 países e ao qual aderiram em 1973.

O processo ainda precisa passar pelo Parlamento, mas um veto pelos legisladores é considerado "suicídio político". A negociação da ruptura -o Brexit, fusão das palavras "saída" e "britânica" em inglês- deve levar dois anos.

As principais Bolsas de Valores da Ásia e do Pacífico também fecharam em queda. O mercado de ações teve baixa de 1,33% na China. Em Hong Kong, perdeu 2,92% e na Coreia do Sul teve desvalorização de 3,09%. A Bolsa de Taiwan registrou baixa de 2,3%, a de Cingapura desvalorizou-se 2,09% e a da Austrália caiu 3,17%.

Reações no mundo

A decisão dos britânicos de deixar a UE afetou as Bolsas em todo o mundo, levando investidores a buscarem negócios seguros como dívidas de governos bem classificados, o iene e o ouro.

A decisão do Reino Unido pode impedir que o Federal Reserve, banco central norte-americano, eleve a taxa de juros como planejado este ano. Pode até mesmo provocar uma nova rodada de redução de juros pelos principais bancos centrais do mundo.

As Bolsas da Europa abriram em forte queda.

Todo os olhos agora estão nos mercados, incluindo a Bolsa de Londres, mas o resultado do plebiscito já foi o suficiente para derrubar a cotação da moeda britânica, a libra esterlina, para seu menor valor em relação ao dólar desde 1985.

O Banco Central Britânico já anunciou que intervirá para tentar manter a estabilidade da moeda, mas mesmo os partidários da saída britânica da UE dizem esperar um período de incerteza nos mercados.

Como fica o governo do país

O primeiro-ministro britânico, David Cameron foi a principal liderança na campanha pela permanência do país na UE e anunciou, na manhã desta quinta-feira, que deixará o cargo, ainda que não imediatamente - em seu discurso, ele disse esperar que o Reino Unido tenha um novo premiê até outubro.

Não se sabe ainda quem será seu sucessor; é provável que seja um dos figurões do Partido Conservador que estiveram engajados na campanha pela saída da UE, como o ex-prefeito de Londres Boris Johnson ou o ex-ministro da Educação Michael Gove.

(Com agências de notícias)

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