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Dólar sobe 0,7% no dia, mas fecha a semana em queda de 0,4%, a R$ 3,204

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial abriu em queda, mas passou a subir no início da tarde e fechou esta sexta-feira (14) em alta de 0,72%, a R$ 3,204 na venda.

Apesar da alta de hoje, a moeda norte-americana encerra a semana com queda de 0,38%. No mês, acumula desvalorização de 1,45% e, no ano, queda de 18,83%. 

Na véspera, o dólar havia fechado em queda de 0,57%, ao menor valor de fechamento desde 11 de agosto. 

Investidores aproveitaram para comprar

Investidores aproveitaram o preço mais baixo do dólar visto mais cedo para compra a moeda. Quando a procura cresce, o preço da moeda tende a subir.

"Empresas estão aproveitando os preços baixos e comprando para honrar compromissos no exterior", disse o gerente de câmbio de uma corretora à agência de notícias Reuters.

Petrobras corta preço do combustível

A Petrobras informou nesta sexta-feira que decidiu diminuir os preços dos combustíveis para que fiquem mais alinhados com os preços no exterior. A gasolina nas refinarias ficará 3,2% mais barata, em média, e o óleo diesel, 2,7%.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o governo não interferiu na redução no preço dos combustíveis, mas que a medida deverá impactar positivamente na inflação.

A redução da gasolina e do diesel foi pequena, mas, segundo assessores presidenciais, já ajuda na formação de expectativas sobre o comportamento da inflação nos próximos meses.

Isso fez com que aumentassem as apostas de um corte de 0,50 ponto percentual na Selic (taxa básica de juros) no encontro do Banco Central da próxima semana.

"Mesmo com um corte maior do juro, a taxa brasileira seguirá muito elevada. E a evolução na questão fiscal somada à leitura de que um corte de juros decorrerá de melhoras na economia brasileira proporciona maior confiança para o investidor trazer recursos para o Brasil, derrubando o preço da moeda", afirmou um operador sênior de uma corretora nacional à Reuters.

Atualmente a taxa de juros está em 14,25%.

Inflação x juros

A taxa de juros é um dos instrumentos mais básicos para controle da alta de preços.

Quando os juros sobem, as pessoas tendem a gastar menos e isso faz o preço das mercadorias cair (obedecendo à lei da oferta e procura), o que, em tese, controlaria a inflação.

Com a inflação sob controle, o BC teria mais espaço para baixar a taxa de juros.

A inflação oficial no Brasil fechou o mês de setembro em 0,08%, o menor índice para o mês desde 1998.

Atuação do BC brasileiro

Como nas últimas sessões, o Banco Central brasileiro ofertou 5.000 contratos de swap cambial reverso (equivalentes à compra futura de dólares). Todos foram vendidos.

Mercado externo

No exterior, o mercado ficou de olho em dados sobre a economia chinesa e o discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Janet Yellen. 

O índice de preços ao produtor na China registrou a primeira alta desde 2012, trazendo um pouco de otimismo para o mercado.

Nos EUA, Yellen disse que o Fed pode precisar executar uma economia de "alta pressão" para reverter os danos causados pela crise que pressionaram a produção, afastaram trabalhadores e podem se tornar permanentes.

(Com Reuters)

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