Dólar fecha em alta de 0,6%, cotado a R$ 3,414, em dia de saída de ministro

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial fechou esta sexta-feira (25) com alta de 0,58%, cotado a R$ 3,414 na venda. Na véspera, a moeda norte-americana havia ficado estável.

Com isso, o dólar termina a semana com valorização de 0,78%. No mês, a moeda acumula alta de 7,01%, enquanto, no ano, tem desvalorização acumulada de 13,54%.

A sessão desta sexta-feira foi marcada pelo pedido de demissão do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria do Governo), que pode atrapalhar os planos do governo de aprovar medidas econômicas no Congresso.

Queda de ministro

Investidores estavam preocupados com a demissão de Geddel, após denúncias envolvendo o presidente Michel Temer.

Na véspera, foi noticiado que o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que Temer o pressionou para encontrar uma "saída" para o caso de uma obra de interesse de Geddel na Bahia.

Com isso, o mercado teme que a crise possa respingar no presidente e atrapalhar os planos do governo de aprovar medidas econômicas no Congresso.

"Está havendo uma crise política que, caso se alastre, vai dificultar a aprovação de reformas, o que pega no mercado", disse à agência de notícias Reuters o operador da Ouro Minas Corretora, Maurício Gaioti.

Além disso, a delação premiada de executivos da Odebrecht também era citada nas mesas de operação como um foco de preocupação.

Atuação do BC

Como na véspera, o Banco Central brasileiro não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio brasileiro para esta sessão.

Após Donald Trump vencer a disputa pela Presidência dos Estados Unidos, o BC brasileiro chegou a atuar fortemente no mercado de câmbio. Nos últimos dias, porém, o clima no exterior foi de maior tranquilidade.

Poucos negócios no exterior

O dia foi novamente marcado por poucos negócios no exterior. Na véspera, os mercados norte-americanos estiveram fechados pelo feriado do Dia de Ação de Graças e, nesta sessão, fecharam mais cedo, limitando as negociações em outras praças, como o Brasil.

(Com Reuters)

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