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Dólar cai pelo 4º dia e vai a R$ 3,299, menor nível desde eleição de Trump

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial fechou esta quinta-feira (22) em queda de 0,98%, cotado a R$ 3,299 na venda. É a quarta baixa seguida da moeda norte-americana, que havia caído 0,35% na véspera.

Esse é o menor valor de fechamento desde 9 de novembro, dia em que Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos. Na ocasião, a moeda terminou o dia valendo R$ 3,21.

Com isso, o dólar acumula baixa de 2,6% no mês e de 16,43% no ano. A semana tem sido de poucos negócios e um volume maior de entrada de recursos no país no final desta sessão ajudou a puxar a moeda pra baixo.

Economia e política

Nesta quinta-feira, o governo fez uma série de anúncios em uma tentativa de reanimar a economia brasileira.

Pela manhã, o presidente Michel Temer anunciou que os juros do cartão de crédito serão reduzidos em mais da metade. Além disso, o governo informou que trabalhadores poderão sacar todo o valor disponível em contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Em seguida, a equipe do presidente Temer anunciou uma reforma trabalhista. Entre as mudanças estão o aumento do prazo para trabalho temporário e a confirmação de que acordos coletivos terão força de lei.

Atuações do BC

O Banco Central novamente não fez nenhuma intervenção no câmbio. O último dia em que atuou no mercado foi em 13 de dezembro.

Economia dos EUA

No exterior, investidores voltavam suas atenções para a divulgação de dados sobre a economia dos Estados Unidos. O PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano avançou a uma taxa anualizada de 3,5% no terceiro trimestre, acima da previsão de analistas.

Por outro lado, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiu na última semana e atingiu o maior nível desde junho.

"O PIB dos EUA foi melhor do que a prévia anterior, mas os pedidos de seguro-desemprego foram piores. Um anulou o outro", disse o operador de câmbio à agência de notícias Reuters.

Uma economia mais forte pode obrigar o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), a elevar mais rapidamente os juros no país, o que retiraria recursos de países emergentes como o Brasil. O Fed sinalizou que deve subir juros três vezes em 2017.

(Com Reuters)

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