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Lucro da Cielo cai 18%, e empresa tem pior trimestre desde 2009

Do UOL, em São Paulo

2018-07-31T14:03:54

2018-07-31T14:09:36

31/07/2018 14h03Atualizada em 31/07/2018 14h09

A empresa de meios de pagamento Cielo registrou o seu pior resultado trimestral desde que a empresa entrou para a Bolsa de Valores, em 2009. De acordo com o balanço do segundo trimestre, divulgado na noite de segunda-feira (30), a companhia teve lucro líquido ajustado de R$ 817,5 milhões, queda de 17,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nesta terça-feira (31), as ações da Cielo lideravam as perdas do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira. Por volta das 14h, os papéis da empresa (CIEL3) operavam em queda de 7,3%, a R$ 14,74.

O resultado foi impactado, principalmente, por uma redução no volume de transações com cartões de débito e nas receitas com a antecipação de recebíveis de lojistas, de acordo com a empresa. Além disso, a companhia disse que a greve dos caminhoneiros, no final de maio, também teve influência negativa sobre os números, mas não detalhou quais foram os impactos.

A empresa anunciou, ainda, que seu Conselho de Administração aprovou pagar R$ 3,5 bilhões aos acionistas na forma de dividendos e de juros sobre capital próprio referentes a 2018. De acordo com relatório do Itaú BBA, esse pagamento pode comprometer o resultado do próximo trimestre, já que metade do valor (R$ 1,75 bilhão) será paga em setembro.

Os números vêm dias após o diretor-presidente da Cielo, Eduardo Gouveia, surpreender o mercado ao anunciar sua renúncia ao cargo, após um ano e meio no comando da empresa, alegando questões familiares. Clovis Poggetti Junior, vice-presidente de finanças e de relações com investidores, acumula o cargo interinamente.

Veja a seguir os principais números da Cielo no segundo trimestre e a comparação com o mesmo período do ano passado.

  • Receita operacional líquida: R$ 2.927 bilhões (-3,4%)
  • Aquisição de recebíveis: R$ 405,2 (-29,4%)
  • Despesas operacionais: R$ 428,3 milhões (+14,2%)
  • Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização): R$ 1,147 bilhão (-10,3%)
  • Lucro líquido ajustado: R$ 817,5 milhões (-17,8%)
  • Margem de lucro ajustada: 27,9% (-7,2 pontos percentuais)

(Com Reuters)

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