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Bolsa avança quase 1% para maior nível em 2 meses; dólar sobe a R$ 3,979

Do UOL, em São Paulo

30/05/2019 17h09

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,92%, a 97.457,36 pontos, no quarto dia seguido de alta. É a maior pontuação de fechamento em mais de dois meses, desde 20 de março (98.041,37 pontos).

A nova alta também reaproximou o índice de seu recorde histórico, batido poucos dias antes, em 18 de março, quando o Ibovespa atingiu 99.993,92 no fechamento.

O dólar comercial terminou o dia em alta de 0,07%, cotado a R$ 3,979 na venda, depois de dois dias em queda.

É o segundo dia seguido em que a moeda fica abaixo da marca dos R$ 4, depois de passar quase duas semanas acima disso. Em 16 de abril, em meio a tensões políticas no Brasil e no exterior, o dólar fechou acima de R$ 4 pela primeira vez desde as eleições presidenciais do ano passado.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Exterior ofusca PIB ruim

Otimismo no cenário externo ajudou no bom desempenho dos principais indicadores do mercado financeiro brasileiro, mesmo com a confirmação de que a economia nacional caiu no primeiro trimestre deste ano.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB (Produto Interno Bruto) teve um recuo de 0,2% na comparação com o último trimestre do ano passado, na primeira queda desde 2016, quando o país ainda estava em recessão.

Por outro lado, o PIB norte-americano mostrou um crescimento de 3,1% no primeiro trimestre. Embora o dado tenha sido ligeiramente revisada para baixo, o número reforçou a visão de que a economia dos EUA continua forte, o que ajudou diversas Bolsas do mundo a terem desempenho positivo no dia.

PIB negativo acende alerta

A confirmação, já esperada, de que a economia brasileira voltou a cair no começo deste ano acendeu um alerta entre economistas e também suscitou comentários entre figuras do governo.

Para muitos analistas, o dado negativo reforça ainda mais a possibilidade de mais um ano de crescimento baixo em 2019 e de mais demora para que o país recupere os níveis de emprego e de renda perdidos depois da recessão de 2015 e 2016.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a queda não era novidade para o governo e apenas reforça a necessidade de reformas para fortalecer a economia do país.

(Com Reuters)

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