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Dólar sobe a R$ 5,302, o maior patamar desde 30/11; Bolsa fecha em queda

Cris Fraga/Estadão Conteúdo
Imagem: Cris Fraga/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

06/01/2021 17h20Atualizada em 06/01/2021 19h10

Após registrar leve queda na véspera, o dólar comercial voltou a subir, encerrando o dia cotado a R$ 5,302 na venda (+0,80%). É o maior patamar registrado pela moeda norte-americana desde 30 de novembro, quando o dólar fechou em R$ 5,346.

Já o Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,23%, aos 119.100,08 pontos. Na semana, até agora, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) pouco oscilou, tendo valorizado 0,07% desde segunda-feira (4).

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Mais cedo, nos primeiros minutos de pregão, a moeda norte-americana chegou a operar em queda, tocando a marca de R$ 5,233 na mínima do dia, mas reverteu essa tendência ao longo do dia. Segundo Denilson Alencastro, estrategista-chefe da Geral Asset, essa instabilidade reflete "nova preocupação em relação ao coronavírus, que não se resolveu totalmente e, agora, tem nova variante (mais contagiosa)".

Na Europa, o Reino Unido entrou em seu terceiro lockdown nacional para conter a disseminação de uma nova cepa da covid-19, enquanto a Alemanha, a maior economia da Europa, prorrogou suas restrições rígidas até o fim do mês.

Investidores também seguem apreensivos pelo atraso na imunização da população em alguns países, como o Brasil, mas de olho no apetite por risco no exterior, em meio à perspectiva de nova vitória democrata na disputa pela última cadeira do Senado dos Estados Unidos.

Os democratas Raphael Warnock e Jon Ossoff venceram os republicanos Kelly Loeffler e David Perdue na disputa pelas duas vagas do Senado pelo estado da Geórgia. Com isso, o partido Democrata assegurou maioria no Senado, repetindo o que ocorrerá na Câmara.

Um Senado controlado pelos democratas dará mais espaço ao presidente eleito Joe Biden para agir com seus planos de reforma, embora possa aumentar as restrições e impostos sobre grandes empresas de tecnologia.

(Com Reuters)

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