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Dólar fecha em forte queda de 3,29%, a R$ 5,323; Bolsa tem alta de 0,60%

Getty Images/iStock
Imagem: Getty Images/iStock

Do UOL, em São Paulo

12/01/2021 17h23Atualizada em 12/01/2021 18h34

O dólar comercial fechou hoje (12) em queda 3,29% ante o real, cotado a R$ 5,323 na venda.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Ontem (11), a moeda norte-americana teve alta de 1,61% ante o real, cotado a R$ 5,504 na venda. Foi o maior patamar da moeda norte-americana desde o dia 5 de novembro do ano passado, quando atingiu R$ 5,545.

Já o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, fechou em alta hoje (12). O índice subiu 0,60%, aos 123.998 pontos.

As ações da Embraer lideraram os ganhos na Bolsa, com 7,9% de alta. Na outra ponta, os papéis das Gerdau caíram 2,8%.

Ontem (21), o índice se desvalorizou 1,46%, aos 123.255,13 pontos.

A queda do dólar no Brasil ocorria no dia em que o IBGE divulgou que a inflação medida pelo IPCA teve em 2020 a maior taxa em quatro anos, ficando acima da meta de 4%.

Uma das discussões no mercado doméstico é se o Banco Central poderia ser forçado a antecipar a normalização da política monetária, cujo início está previsto atualmente para agosto.

O mercado tem avaliado que parte da pressão sobre o real desde o ano passado decorre do baixo nível de juros, com a Selic na mínima histórica de 2% deixando a moeda brasileira como opção barata para hedge ou mesmo como fonte de financiamento.

Em live hoje (12), o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, disse ser natural imaginar que o "estímulo extraordinário" que o Banco Central está concedendo à economia via política monetária será retirado de cena em algum momento.

O diretor afirmou ainda que o patamar atual do dólar é reflexo da incerteza fiscal e da mudança nas regras de hedge anunciada durante a pandemia.

Além disso, no exterior, os investidores estão aguardando o início da temporada de balanços nos Estados Unidos esta semana bem como clareza sobre os planos de gastos fiscais sob a presidência de Joe Biden, que assume o cargo em 20 de janeiro.

Já a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester, afirmou que a economia dos Estados Unidos continuará a demandar apoio tanto da política monetária quanto da fiscal à medida que se recupera da crise causada pela pandemia e supera os desafios provocado pelo aumento no número de infecções.

"Tanto a política monetária quanto a fiscal têm apoiado a recuperação nos EUA até agora e, na minha opinião, ambas continuarão a ser necessárias para limitar os danos duradouros da pandemia à economia", disse Mester em comentários preparados para um evento organizado pelo Centro Europeu de Economia e Finanças à Reuters.

(Com Reuters)

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