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Bolsa cai hoje, mas sobe 0,41% na semana; dólar tem alta, cotado a R$ 5,715

Dólar começa o dia em queda, mas termina em alta de 1,54% - Eva HAMBACH / AFP
Dólar começa o dia em queda, mas termina em alta de 1,54% Imagem: Eva HAMBACH / AFP

Colaboração para o UOL*

01/04/2021 17h30

Com operadores de mercado preocupados com os rumos do Orçamento e a posição do ministro da Economia nesse embaraço, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, fechou em queda de 1,18%, chegando a 115.253,31 pontos. A mínima ficou em 114.990,54 e a máxima bateu 117.087,69 pontos.

Na semana, o indicador subiu 0,41%, mesmo tendo fechado os dois últimos dias em queda, pois vinha de quatro dias seguidas de alta. Nesta sexta-feira (2), a Bolsa não operará, em virtude do feriado de Sexta-feira Santa.

As ações que lideraram os ganhos no dia foram da Braskem (BRKM5.SA), com alta de 2,19%, cotadas a R$ 40,56. Na outra ponta, os papéis que mais caíram foram da Qualicorp (QUAL3.SA), com queda de 4,42%, cotados a R$ 29,01.

Já o dólar fechou com alta de 1,54% ante o real, cotado a R$ 5,715 na venda. Essa é a maior valorização da moeda americana desde quarta-feira da semana passada (24), quando subiu 2,25%.

Ontem, o dólar fechou com uma forte queda de 2,31% ante o real, cotado a R$ 5,629 na venda. Essa foi a maior desvalorização da moeda americana desde o dia 10 de março, quando ela caiu 2,5%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

O que influenciou o mercado nesta quinta-feira

A bolsa paulista abriu com tom positivo nesta quinta-feira, véspera de feriado no país, beneficiada pelo ambiente favorável a ativos de risco no exterior, após o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, detalhar pacote trilionário de infraestrutura.

Wall Street abriu em alta, com os pregões beneficiados pelo otimismo em torno do crescimento econômico dos Estados Unidos. As bolsas na Europa também mostravam sinal positivo, assim como o petróleo valorizava-se no exterior.

No Brasil, o foco está voltado para as negociações envolvendo o Orçamento do ano aprovado na semana passada pelo Congresso, com aparente descompasso entre as alas política e econômica do governo sobre o tema.

Em relação ao Orçamento, a economista-chefe da plataforma de investimentos Consulenza, Helena Veronese, destaca que, por um lado, a equipe econômica recomenda o veto parcial do projeto, alegando risco de crime de responsabilidade fiscal.

"Por outro, parlamentares pressionando para que o texto seja sancionado integralmente", afirmou, em comentários a clientes.

O dólar recuava contra o real nos primeiros negócios desta quinta-feira, ampliando suas perdas depois da forte queda registrada no pregão anterior, em véspera de feriado marcada pelo foco no cenário político e na rápida disseminação da covid-19 no Brasil. Porém, durante o dia, a tendência mudou e a moeda fechou em alta.

A mudança ocorreu mesmo com as preocupações por causa de a indústria brasileira ter registrado queda inesperada em fevereiro e interrompido nove meses de resultados positivos, sob o peso das perdas na produção de veículos automotores e indústrias extrativas, em meio à piora da pandemia de covid-19 e restrições cada vez mais rigorosas.

A produção da indústria registrou em fevereiro queda de 0,7% na comparação com o mês anterior, contra ganho de 0,4% esperado em pesquisa da agência Reuters.

O resultado divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) interrompe nove meses de ganhos, período em que a produção acumulou alta de 41,9%.

* Com informações da Reuters

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do publicado na primeira versão, o dólar fechou cotado a R$ 5,715, e não a R$ 5,175. A informação foi corrigida.

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