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Bolsa cai 1% e deixa patamar dos 120 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,461

Ibovespa voltou a fechar abaixo dos 120 mil pontos, em meio às expectativas do mercado para a CPI da Covid - NurPhoto via Getty Images
Ibovespa voltou a fechar abaixo dos 120 mil pontos, em meio às expectativas do mercado para a CPI da Covid Imagem: NurPhoto via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

27/04/2021 17h22Atualizada em 27/04/2021 17h43

O Ibovespa voltou a fechar abaixo dos 120 mil pontos, em meio às expectativas para a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid. O principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) encerrou o dia em queda de 1%, aos 119.388,37 pontos — praticamente "apagando" a alta de 1,02% acumulada nos dois pregões anteriores.

Destaque para as ações da CVC Brasil (CVCB3) e da Braskem (BRKM5), que subiram 5,66% e 3,89% na sessão, respectivamente. As maiores baixas ficaram com a BRF (BRFS3) e a Via Varejo (VVAR3): -5,91% e -5,37%.

Os papéis da Cia Hering (HGTX3), que ontem dispararam mais de 26%, também registraram queda acima de 5%. Ontem, a empresa anunciou um acordo de fusão com o Grupo Soma, dono da Farm.

Já o dólar terminou a terça-feira em alta de 0,23%, cotado a R$ 5,461 na venda. A moeda americana já acumula desvalorização de 2,97% frente ao real em abril, mas registra alta de 5,25% em 2021, após abrir o ano abaixo dos R$ 5,30.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

CPI e Fed no radar

No cenário doméstico, a instalação da CPI da Covid roubou a atenção dos investidores. A preocupação é de que ela se torne palco de uma guerra de narrativas sobre a gestão do combate à pandemia, o que pode causar estragos à imagem do governo federal e às pretensões eleitorais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), segundo especialistas ouvidos pela Reuters.

Enquanto isso, no exterior, o mercado se prepara para a reunião de política monetária do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA), em meio a expectativas de que a instituição vai manter sua posição flexível. Esse cenário, caso se confirme, pode continuar pressionando o dólar globalmente, que já perdeu muito terreno no mês de abril.

"A tendência é de que o Fed não mexa nos juros, e por um bom tempo", disse à Reuters Mauriciano Cavalcante, diretor de câmbio da Ourominas. Segundo ele, esse contexto pode favorecer uma maior tomada de riscos por parte dos investidores internacionais, que vão buscar rendimentos mais altos fora dos Estados Unidos.

Em relação ao Brasil, destacou, também é preciso levar em consideração a perspectiva de aumento dos juros básicos da economia (Selic) pelo Banco Central, após o início de um novo ciclo de aperto monetário. "Isso pode levar a uma entrada de capital que conseguiria, sim, levar o dólar para baixo contra o real", acrescentou.

(Com Reuters)

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