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Após perdas recentes, dólar fecha estável em R$ 5,232; Bolsa cai 0,11%

Alta de 0,07% quebra sequência de perdas, mas mantém dólar abaixo de R$ 5,30 pela 3ª sessão seguida - Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo
Alta de 0,07% quebra sequência de perdas, mas mantém dólar abaixo de R$ 5,30 pela 3ª sessão seguida Imagem: Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

10/05/2021 17h24Atualizada em 10/05/2021 17h34

Após acumular queda de 3,74% na semana passada, o dólar fechou o dia praticamente estável, cotado a R$ 5,232 na venda. A leve alta de 0,07% quebra uma sequência de perdas recentes — duas delas de mais de 1% —, mas mantém a moeda americana abaixo de R$ 5,30 pela terceira sessão seguida.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), registrou queda de 0,11%, aos 121.909,03 pontos. Ao contrário do dólar, o indicador fechou a semana passada no azul, tendo acumulado alta de 2,64% — boa parte dela (1,77%) só no pregão de sexta-feira (7).

Destaque para as ações da CVC Brasil (CVCB3) e Marfrig (MRFG3), que subiram 5,05% e 3,48%, respectivamente. Já as maiores baixas foram registradas pela Locaweb (LWSA3) e pelo Banco Inter (BIDI11): -5,28% e -4,87%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Investidores seguem de olho na agenda política doméstica, à espera de "novos desenvolvimentos em torno da mais recente novela da reforma tributária no Congresso" e da continuação dos depoimentos na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, segundo nota matinal de Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse hoje que a tramitação e o formato da reforma tributária devem ser definidos nesta semana. A agenda é citada por boa parte dos agentes do mercado financeiro como fator importante para a credibilidade do Brasil, com sua concretização sendo vista como possível atrativo para investidores estrangeiros.

Por outro lado, a CPI da Covid é apontada como possível fonte de ruídos políticos. A primeira semana de depoimentos no Senado mostrou o governo desarticulado para defender sua gestão na pandemia e temeroso do desgaste que deve vir das investigações, levando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a adotar sua estratégia usual de fazer declarações controversas para mudar o foco.

Só no fim de semana, Bolsonaro repetiu que indicará nome "terrivelmente evangélico" ao STF (Supremo Tribunal Federal), voltou a provocar aglomerações e defender o voto impresso e parabenizou a Polícia Civil do Rio de Janeiro pela operação que deixou 28 pessoas mortas na semana passada, na comunidade do Jacarezinho, zona norte da capital fluminense.

(Com Reuters)

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