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Bolsa cai 0,78%, após semana positiva; dólar também tem queda, a R$ 5,189

Persistentes preocupações com o cenário fiscal e político no Brasil seguem puxando o Ibovespa para baixo - Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo
Persistentes preocupações com o cenário fiscal e político no Brasil seguem puxando o Ibovespa para baixo Imagem: Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

30/08/2021 17h24Atualizada em 30/08/2021 17h35

Após acumular alta de mais de 2% na semana passada, o Ibovespa fechou a segunda-feira (30) em queda de 0,78%, aos 119.739,96 pontos, puxado pelas persistentes preocupações com o cenário doméstico. No mês, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) já acumula perdas de 1,69%.

O dólar, que despencou 3,52% na semana anterior, também encerrou a penúltima sessão do mês em baixa, esta de 0,12%, terminando o dia cotado a R$ 5,189. É o menor valor de fechamento alcançado em mais de três semanas, desde 4 de agosto, quando a moeda americana chegou aos R$ 5,186.

Assim como o Ibovespa, o dólar também registra queda no mês — de 0,40%. Em 2021, porém, a moeda segue praticamente estável, com leve alta de 0,01%, enquanto o indicador acumula ganhos de 0,61%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Brasil ainda preocupa

Apesar da última semana ter sido positiva, o mês é de instabilidade no mercado local. Investidores seguem preocupados com as tensões políticas, ainda sem perspectiva de alívio na crise entre os poderes Executivo e Judiciário, e desconfortáveis com a crise hídrica e seus potenciais reflexos na inflação.

Dados divulgados mais cedo mostraram que o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) — a "inflação do aluguel" — desacelerou a 0,66% em agosto, contra variação de 0,78% em julho. Apesar disso, o índice ainda acumula alta de 31,12% em 12 meses e de 16,75% em 2021.

Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV (Fundação Getúlio Vargas), impediram uma desaceleração maior do IGP-M os aumentos nos preços de produtos agrícolas, como o milho — que passou de queda de 4,58% em julho para alta de 10,97% em agosto — e o café (de 0,04% para 20,98%), além da conta de luz (alta de 3,26%).

Se não fosse a crise hídrica, o IGP-M apresentaria desaceleração mais forte. No IPA [Índice de Preços ao Produtor Amplo], culturas afetadas pela estiagem, como milho e café, registraram forte avanço em seus preços. No âmbito do consumidor, o preço da energia, para a qual é esperado novo reajuste em setembro, registrou alta de 3,26%, sendo a principal influência para a inflação ao consumidor.
André Braz, da FGV

(Com Reuters)

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